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A Administração do Colosso Imperial


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Procissão da família imperial romana

Tendo o controle do fisco, da burocracia (formada por concurso público) e o comando supremo das legiões, o imperador enviava para as suas províncias, as imperiais, um legatus Augusti pro praetore (um legado imperial). Os senadores, por sua vez, a quem se subordinavam os magistrados civis, eram os responsáveis pelas províncias senatoriais, se fazendo lá representar por um pro consule (um pró-consul) com poderes governamentais. Entendia-se a palavra província como a administração de um país submetido, enquanto o município (de munia) era apenas uma cidade qualquer que tinha "deveres" para com Roma, sendo administrado por um prefectus (prefeito) e pelo ordo decurionum (o conselho municipal). A língua latina e o direito romano somavam-se ao aureus, a moeda de ouro de Augusto, como poderosos instrumentos que ajudavam a dar um padrão uniforme ao império.

O Império Carolíngeo

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Nos três séculos seguintes que se sucederam ao colapso do Império Romano, ocorrido na metade do século V, a Europa Ocidental conheceu uma situação politicamente caótica gerada pela instabilidade crônica dos reinos bárbaros. Somente nos finais do século VIII, o imperador Carlos Magno, rei dos francos, depois de incontáveis guerras contra os demais chefes bárbaros, contra os árabes e os hunos, que se arrastaram por quase trinta anos, conseguiu dar a partir do ano 800 uma forma mais ou menos organizada às províncias (marcas) que ele conquistara. O sistema carolíngeo era uma fusão de práticas administrativas romanas com costumes e instituições germânicas, cujo centro era a pessoa do imperador. Naquele império, apesar de Carlos Magno ter sua preferência por Aachen (Aix-la-Chapelle)

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Aachen, onde o imperador tinha o seu palácio

não havia uma capital. De certo modo, isso é explicado pela ausência de uma burocracia que pudesse assumir os tributos e a aplicação das leis em geral, o que fez com que ele se associasse ao clero cristão, fazendo dele o seu parceiro na administração das coisas do Estado, lançando assim as bases do que mais tarde, em 962, se tornaria o Sacro Império Romano-Germano.

A Hierarquia Carolíngea


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A coroação de Carlos Magno, ano 800

O que podemos considerar como os responsáveis pelo poder civil no império de Carlos Magno compunha-se do chamberlain (primeiro-ministro), do copeiro (responsável pelo abastecimento) e do chanceler (que tratava dos assuntos civis e externos). O aparato militar era liderado por um marechal, cabendo ainda a um senescal (uma espécie de comandante-geral da nobreza), convocar os cavaleiros para os combates, havendo ainda um conde palatino responsável pelo tribunal régio. Havendo ainda os condes e os bispos, espalhados pelas marcas imperiais. Aquele que assumiam o controle das regiões mais perigosas da fronteira imperial chamavam-se de margrave, o defensor da marca.

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