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Os Neo-Anarquistas
Por um Futuro Primitivo


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Grupos ainda minoritários de anarquistas, ou de neo-anarquistas, provocaram os incidentes mais violentos nas últimas manifestações antiglobalização, realizadas durante encontros, como em Seattle ou Gênova, onde os chefes de Estado ou seus representantes se reuniram a fim de tratar de assuntos de interesse universal. O mentor ideológico oculto do movimento é John Zarzan, um teórico anarquista norte-americano totalmente avesso às conquistas da sociedade tecnológica.

Os Atentados

"os anarquistas suicidam-se a cada ano e a cada ano renascem dentre as cinzas... Porque a ressurreição constante do anarquismo baseia-se em que sempre encontram adventícios que buscam a popularidade barata... parece-me natural que esta caricatura burlesca maripose ao redor do movimento verdadeiro."

Engels, carta a Becker, 16/12/1882


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O atentado contra Sissi

Viviam como os danados da terra. Os anarquistas do século 19 eram vistos como malditos. E agiam de acordo. Entocados em porões ou em sórdidos sótãos, em vielas ou em ruas suspeitas das principais capitais, dali só saíam para praticar atentados espetaculares. Corajosos, meio doidos, alguns deles condenados por doença gravíssima (G.Princip e os quatro assassinos sérvios que mataram o arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, em 1914, eram tuberculosos), expunham-se inteiramente na hora da ação, sem máscara, nem medo. Depois disso, subiam ao patíbulo cantando e gritando pela liberdade.

Atacar os poderosos era o seu destino, fossem eles autocratas, como o czar Alexandre II da Rússia (morto pelo narodnik I. Grinevitskii em 1881), ou presidentes democraticamente eleitos, como McKinley, nos Estados Unidos (morto por Leon Czolgosz em 1901). Nem Elizabeth Wittelsbach, a imperatriz da Áustria e da Itália, a Sissi, a mulher mais bela do mundo inteiro, escapou deles (Luigi Lucheni, a matou com um tiro na cabeça em 1898).

Homens Perdidos


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Makhno, líder anarquista russo

Sergio Netcháiev, um dos mais conhecidos e temidos anarquistas, o fundador da sociedade secreta A Justiça do Povo, morto no cárcere em 1882, um sujeito que punha medo até em Bakunin, definiu o seu métier como coisa de homens perdidos. E não era para menos, um movimento onde alguns indivíduos isolados tomavam a si lutar ao mesmo tempo contra Deus e contra o Estado não podia almejar o apoio de mais ninguém no mundo. E assim foi. Lenin e Trotski, no transcorrer da Guerra Civil de 1918-20, entre vermelhos e brancos, ordenaram que os fuzilassem às pencas.


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Durrutti, anarquista espanhol

Durante a Guerra Civil espanhola de 1936, para pavor dos republicanos e dos seus aliados comunistas, eles formaram quadrilhas de criminosos, Los incontrolables, volantes que percorriam os campos pilhando e assassinando fazendeiros, atirando mesmo os seus companheiros como Buenaventura Durrutti, um formidável colosso de violência, quando este procurou deter o estrago devastador que os autonomistas, como os anarquistas se autodesignavam, faziam à imagem da causa.

O Unabomber


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Kaczynski no tribunal da Califórnia

O antigo hábito de muitos deles agirem como lobos solitários, isolados em recantos perdidos da floresta, de onde só saem ocultos para ações de terror, foi retomado nos Estados Unidos mais recentemente por Theodor Kaczynski, o Unabomber. Até 1969, ele exercia uma promissora carreia de matemático na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Abandonando o campus, instalou-se em Montana, um Estado de gelos e ursos, que abriga muita gente esquisita, numa cabana sem luz nem encanamento. De lá, por 17 anos seguidos, desafeto do mundo todo, enviou burocraticamente 16 cartas-bomba para universidades de nove estados (e também para Bill Gates), matando três pessoas e ferindo outras 23. Só cessou de atormentar suas possíveis vítimas quando dois jornais da grande imprensa norte americana, o New York Times e o Washington Post, para aplacá-lo, publicaram o seu manifesto. No ano de 1995, simultaneamente ao atentado de Oklahoma, praticado a bomba pelo anarquista de direita Timothy McVeigh, veio a público o ensaio de "A sociedade industrial e o seu futuro", no qual Kaczynski danava a moderna tecnologia em bloco. A frase inicial já dizia tudo: "A Revolução Industrial e suas conseqüências foram um desastre para a raça humana".

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