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ETA e as origens do terrorismo na Espanha

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» ETA e as origens do terrorismo
» Surgimento do ETA
 
Formado nos anos 60, uma das facções do movimento autonomista basco – denominado de ETA (Pátria basca e liberdade) - não tomou conhecimento das liberdades obtidas pelo povo basco desde que a ditadura do general Franco encerrou-se em 1975. O partido Herri Batasuna, que dá sustentação à facção terrorista Jarrai-Haika-Segi, repudia as hoje chamadas Comunidades Autônomas dos Países Bascos, dentro de uma Espanha federada. Querem a independência total.

Fazer do País Basco um estado-nacional como Portugal, separado do restante da península Ibérica. Os atentados que promoveram, à bomba ou a tiros, nos últimos dez anos, provocaram marchas de repudio por toda a Espanha. Milhões de cidadãos, inclusive nas principais cidades bascas, saíram às ruas para clamar por paz e protestar contra a ação desesperada e assassina do ETA, que já abateu mais de mil espanhóis.

O separatismo basco

Membros do ETA anunciando ações de terror (foto de 1982)
Por concentrarem significativos investimentos ingleses e também por abrigarem uma classe empresarial empreendora e profundamente católica (um censo de 1970 apontavam o País Basco e Navarra, em toda a Espanha, como os maiores índices de freqüência às missas: 71,3%), os países bascos não conheceram à época do franquismo uma repressão tão violenta como a que se abateu sobre a Catalunha e Valência. Logo depois a Guerra Civil Espanhola, de 1936-1939, casas bancárias de Bilbao, de Santander e de Biscaia, expandiram-se para o restante da Espanha, enquanto empresas bascas dedicadas ao comercio de azeite passaram quase a monopoliza-lo em todo o país.

Todavia, essa relativa tolerância (exceção feita ao idioma basco, o euskara, perseguido sem descanso pelos nacionalistas espanhóis) para com os antigos anseios autonomistas dos bascos por parte do regime franquista, não fez com que eles desistissem em manter um governo basco no exílio, na vizinha França mais propriamente.

Em 1957, um grupo de estudantes bascos, militantes do PNV (Partido Nacional Vasco), que viajaram para lá, a titulo de estudos, depois de entrevistarem-se com José Maria Leizaola, chefe do governo Euzkadi (Basco) no exílio, com quem se desentenderam, decidiram-se pela opção armada. Ao contrário de Leizaola, que não simpatizava com a linha da ação violenta, os jovens bascos, convertidos ao marxismo, acreditavam que com o apoio do proletariado, da nova geração que formava no estertor do franquismo, e de um clero cada vez mais combativo, era possível retomar as bandeiras do separatismo, dando-lhe uma conotação pró-socialista.

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