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Surgimento do ETA
Bartolomé Bennassar, ao analisar o caso basco (“Pais basco: génesis de una tragedia, in Historia de los españoles. Vol II, Cap. 12, 1989), identifica no desentendimento entre PNV e o ETA, um típico caso de conflito de gerações, onde os mais jovens rebelam-se contra o imobismo dos mais velhos, no caso, os integrantes do PVN (em sua grande maioria ex-veteranos da Guerra Civil de 1936-1939). Como não poderia deixar de acontecer, a nova geração estimulada pelos feitos revolucionários que então corriam o mundo (a Revolução Cubana ocorrera em janeiro de 1959), decidiu-se fundar, no dia 31 de julho de 1959, uma nova agremiação identificada com a luta armada revolucionária: o ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade). Para arrancar o movimento autonomista do imobilismo em que e encontrava, decidiram-se por ações espetaculares contra o regime franquista. Além de ampla panfletagem e distribuição de jornais clandestinos, no dia 18 de julho de 1961 praticaram um atentado a bomba contra um trem carregado de veteranos franquistas em San Sebastian, dando início a fase mais violenta da luta. Portanto, há mais de quarenta anos que os atentados fazem parte do cotidiano dos espanhóis. Recentemente, o famoso juiz Baltazar Gárzon retirou o registro do extremista Herri Batasuna, partido basco minoritário, por dar cobertura à facção Jarrai-Haika-Segi, que tem sido responsabilizado por inúmeros atentados. O mais espetacular deles todos fora quando o ETA, ainda na época franquista, numa operação liderada por um tal de “Argala”, colocara no dia 20 de dezembro de 1973 uma poderosa bomba no carro do primeiro ministro Almirante Carreiro Blanco, em Madri, matando-o instantaneamente.
As divisões do separatismo basco
| Data | Designação | Objetivos | | 1894 | PNV (Partido Nacional Vasco) | Lutar pela autonomia do país basco. Depois da derrota na Guerra Civil de 1936, formação do Governo Euzkadi no exílio (1939-1975) | | 1959 | ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade) | Recuperar, via armada, a autonomia e a independência dos bascos, perdida na Guerra Civil de 1936-1939. | | 1966 | Divisão do ETA: ETA-V (nacionalistas) e ETA-VI (marxistas-leninistas) | Uma facção luta apenas para recupera a autonomia basca, aceitando um caminho pacífico no futuro. A outra, propõe-se a uma luta revolucionária pela independência, tendo o terrorismo como recurso permanente. | | 1975 | Fim do franquismo. Anistia e perdão aos integrantes do ETA que abandonassem o terrorismo. Nova divisão no ETA, entre a ala militar (ETA-M) e a civil. HB (Herri Batasuna = unidade do povo), braço civil do ETA, EE (Euzkadiko Ezkerra = esquerda basca) | A ETA-M pretende-se integrada no movimento revolucionário internacional aproximando-se do IRA (católicos irlandeses), das Brigadas Vermelha italianas e demais grupos terroristas. |
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