W. H. Auden -
Anunciado o pronunciamento militar em 18 de julho de 1936, quatro colunas fortemente armadas, saindo da Estremadura, do sul da Espanha, se puseram a marchar sobre Madri. Os principais comandantes militares liderados pelo general Francisco Franco, declararam guerra ao seu próprio governo, o da República dos Trabalhadores. Aos gritos de “Viva Cristo Rei! Arriba Espanha!”, a Espanha católica, tradicionalista e hierárquica - uma coligação formada pelos quartéis, pelos palácios e pelo que Pablo Neruda chamou de “raivosas sacristias”- revoltava-se com armas na mão para derrubar a República Vermelha, a Frente Popular formada por republicanos, socialistas, anarquistas e comunistas que havia ganho as eleições de fevereiro de 1936.
As tropas faziam parte do Exército da África, majoritariamente integradas pelos regimentos mouros vindos do Marrocos, então subjugado pela Espanha, e também pela Legião Estrangeira. Forças essas que, decolando de Fez, haviam alcançado o solo espanhol graças a ponte aérea formada por aviões de transporte oferecidos por Mussolini e por Hitler.
O general Videla, o responsável pela ofensiva contra Madri, esperava inicialmente contar com o apoio do Quartel da Montanha, o mais poderoso aquartelamento da capital, controlado pelo general Fanjul. Seria uma operação relativamente simples. Enquanto as quatro colunas acercavam-se da cidade vindas do oeste, havia a expectativa que ocorresse uma insurreição dentro da cidade, promovida pela “Quinta coluna”. O que permitiria a captura e imediata deposição do governo republicano. Os fados, todavia, dispuseram diferentes.
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