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EUA e o escudo de Aquiles
A preocupação com a guerra começou a tornar-se cada vez mais predominante no pensamento conservador americano dos nossos dias. Para Philip Bobbitt, acadêmico vinculado às instituições estratégicas dos Estados Unidos, ela é quem forja os estados e não as doutrinas liberais que mencionam a sociabilidade e o espirito gregário da humanidade como seus elementos fundamentais. Assim, é hora do país encarar essa realidade: a guerra fará parte da vida dos norte-americanos para todo o sempre.
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O escudo de Aquiles
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“No escudo ele colocou o grande poder do Oceano, na orla externa do bem-trabalhado escudo.” Homero - Ilíada, canto 18 Tétis, a prestimosa mãe de Aquiles, ao saber que a armadura e o escudo do seu filho perderam-se nas mãos dos inimigos troianos, tratou de implorar a Hefestos, o nosso conhecido Vulcano, o deus coxo das profundezas da terra, para que ele forjasse uma nova blindagem. Atendendo às suplicas desesperadas daquela que gerara o maior dos heróis gregos, Hefestos, soprando as suas descomunais forjas subterrâneas, caprichou, prometendo-lhe “belas armas” que iram “ maravilhar a humanidade quando as vir”. Além de fundir o duro cobre e estanho, misturando-os ao ouro e a prata, emoldurou o escudo com uma orla de brilhantes. Em seguida tratou de decorá-lo com diversos motivos, inspirados tanto nas coisas da Terra como nas do Zodíaco. O estupendo apara-golpes saído direto da bigorna do deus-metalúrgico, o fundador da tecnologia, servia para tudo, para proteger as colheitas e as vindimas, para assegurar o mangueiral do gado, o acesso dos carneiros às pastagens, e até de garantir os momentos de lazer e arte em que as donzelas palacianas se entregavam. Pelo menos eram esses os motivos que ilustravam as partes externas do escudo de Aquiles.
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