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EUA, sangue em setembro - II

Osama Bin Laden entra na guerra

Bin Laden, como guerreiro do Islã
Quem não gostou nada disso foi o saudita Osama Bin Laden, recém retornado do Afeganistão, encerrada a expulsão os soviéticos daquela montanhas. Herói dos fundamentalistas, organizador do Al-Qaeda, ele escreveu ao rei da Arábia reclamando da excessiva presença estrangeira na Terra Sagrada (Maomé proibira a permanência de judeus e cristãos na península arábica). Como nada foi feito, ele tomou a iniciativa. Explosões abalaram as bases e torres ocupadas pelos americanos na Arábia Saudita. Os Estados Unidos exigiram sua prisão. Perseguido, ele exilou-se no Sudão. Mais bombas foram detonadas, desta vez nas embaixadas americanas do Quênia e da Tanzânia, em agosto de 1998. Uma chacina. Bill Clinton respondeu lançando 32 mísseis contra o Afeganistão, dominados pelos talibãs, o novo abrigo de Osama. Era um homem sozinho em guerra a um império, contra quem lançara uma fatwa, uma condenação. Então, no 11 de setembro de 2001, vieram os terríveis vôos da morte sobre Nova Iorque e Washington. O mundo, espantado, assistiu ao vivo outro horror: 3 mil mortos em 2 horas. Foi o maior número de civis americanos mortos em qualquer outra ocasião. A América do Norte, até então indevassável, sentiu-se arrasada e furiosa. Terá que ser pacienciosa, pois a longa guerra do petróleo recém começou.

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