O Mazzinismo
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Bandeira da Itália republicana (após 1943)
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Oposto ao projeto de unificação constituído "de cima", tramada pela elite liberal-conservadora liderada por Cavour, haviam um outro, "vindo de baixo", defendida pelo líder patriota, o professor Giuseppe Mazzini. Este grande devoto da unificação era um ex-integrante da sociedade dos carbonário que, a exemplo dos jacobinos franceses na época da Primeira República da França (1792-94), esperava que a futura unificação resultasse de um grande levante popular, se bem que estimulado e dirigido pela intelligentsia italiana. O seu mundo, bem ao contrário do de Cavour, era o dos conchavos clandestinos nas "catacumbas republicanas", dos pátios das universidades, das redações dos jornais radicais, freqüentados por escritores, por advogados, por estudantes e professores, que seguiam Mazzini com devoção apostólica, certos da ação definitiva do il popolo.
A Giovine Italia
Como fator catalisador , agregando a juventude e a intelligentsia no seu projeto, ele fundara em 1831 a Giovine Italia (em Marselha, na França), que, além de substituir os Carbonários (organização patriótica secreta), teria a função de agitar o ambiente peninsular para a causa unitarista.
O regime político da preferência dele, como não poderia deixar de ser, era uma república democrática, o que fez com que Mazzini fosse visto como um radical extremista. O que levou a outra facção dos unitaristas, a liberal-conservadora de Cavour, a condená-lo à morte. Observa-se que o mazzinismo não deve ser visto apenas no seu contexto peninsular, porque ele, adepto da causa da Europa, imaginava uma confederação de estados europeus convertidos ao republicanismo popular, do qual a Giovine Italia era apenas uma célula que gradativamente iria agregar outros movimentos até atingir a unidade final do Velho Mundo.
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Garibaldi entra em Palermo, Sicília
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Oscilando entre ambos, entre Cavour (a quem detestava) e Mazzini(de quem desconfiava), achava-se Garibaldi, o condottiero da unificação, líder dos mille, sempre metido em aventuras, misturado com seus companheiros camisas vermelhas em acampamentos militares, bem longe dos gabinetes ou das redações, e cuja preferência política pessoal, dada sua impaciência para com os procedimentos parlamentares, era por uma ditadura popular com matizes socialistas, que ele afinal terminou por não levar a cabo.
Alternativas Políticas dos Unitaristas
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Conde de Cavour
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Giuseppe Mazzini
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Giuseppe Garibaldi
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Monarquia Constitucional-parlamentar
Unificação obtida por meio de acordos diplomáticos e guerras localizadas
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República democrática
Unificação resultante de um levante nacional-popular
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Ditadura popular
Unificação consolidada por ações militares espetaculares
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O nascer de um patriota
De certa forma, vendo-se em retrospecto, dos citados ninguém poderia ser mais patriota do que Giuseppe Verdi. Quando veio ao mundo em Roncole di Busseto, um lugarejo de nada no Ducado de Parma, em 9 de outubro de 1813, o seu registro de nascimento foi lavrado com um nome francês (Joseph Fortunin François) porque a região ainda estava dominada pela administração napoleônica. Nem um ano tinha quando a sua frágil existência esteve seriamente ameaçada em 1814, pois a soldadesca austro-russa, expulsando os franceses de Parma, invadira a sua aldeia natal entregando-se ao massacre da população civil. Luísa sua mãe, com o bebê Pepe no colo, consegui salvar-se refugiando-se no alto de uma torre.
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Casa onde Verdi nasceu (Roncoli di Busseto, 10/10/1813)
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Portanto, foi em meio aos registros de franceses em fuga, seguida de tiros e espadas de tedescos e de russos, que Verdi, filho de um modesto taberneiro local, veio ao mundo, assumindo, logo que teve consciência, com a tarefa de livrar a Itália dos estrangeiros que tanto a desgraçavam com as estranhas armas do bel canto e da batuta de maestro.
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