A política de Péricles | Atenas e a Liga de Delos | Péricles saca os recursos federais | Atenas, cidade tirânica | Atenas, escola da Hélade | A doutrina da inteligência de Anaxágoras | A teoria do Nous | O monumento à razão | Os Mármores de Elgin | O apelo de Melina Mercouri | Bibliografia
O Pártenon: beleza e discórdia
 Lápidas contra os centauros |
Os Mármores de Elgin
Lord Elgin, embaixador britânico na Sublime Porta (o Império Turco Otomano), entre 1799-1803, conseguiu autorização do governo turco, que então ocupava a Grécia, para levar para a Inglaterra um conjunto de peças que encontravam-se abandonadas na acrópole de Atenas. O Pártenon, desde o fim do mundo pagão, tinha sido convertido numa basílica bizantina e, depois, com a conquista turca, numa mesquita islâmica. Em 1687, durante o cerco que os venezianos moveram à Atenas turca, o Pártenon foi bombardeado. Por terem-no utilizado como um depósito de pólvora, o magnífico templo explodiu ao ser alcançado por um petardo, fazendo com que boa parte da suas esculturas e métopas fossem perdidas ou lançadas em lascas e cacos pela acrópole a fora.
Elgin sentiu-se em missão. O destino, segundo ele escreveu, tinha determinado que ele salvasse o que fosse possível das inevitáveis depredações que as peças poderiam ainda vir a sofrer. Encaixotando tudo o que pôde, vendeu 56 peças e 19 estátuas para o Museu Britânico por $ 35 mil libras, que as conservou e expôs nesses últimos dois séculos.
|