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A política de Péricles | Atenas e a Liga de Delos | Péricles saca os recursos federais | Atenas, cidade tirânica | Atenas, escola da Hélade | A doutrina da inteligência de Anaxágoras | A teoria do Nous | O monumento à razão | Os Mármores de Elgin | O apelo de Melina Mercouri | Bibliografia
O Pártenon: beleza e discórdia
O monumento à razão
Harmonia, simplicidade e beleza, isso define o Pártenon. Péricles indicou como supervisor das obras a serem iniciadas na acrópole em 447 a.C. o grande escultor Fídias, que também era seu amigo. Além dele, um como arquiteto e o outro construtor, atuaram Ictinus e Calicrates. O projeto do templo, concluído em 438 a.C., concretizou os ideais do iluminismo jônico: um prédio onde as formas geométricas (o retângulo, sustentado por colunas verticais, encimado pelo triângulo), excluíam qualquer artifício ornamental. Ele, ciente da sua majestosa simplicidade, dominando inteiramente a paisagem lá do alto da acrópole, representava a razão em seu estado puro, tendo a planície as seus pés. Era a materialização arquitetônica da relação que o nous de Anaxágoras, tinha com a hile, a matéria dócil (a cidade lá embaixo) subordinada à inteligência (o templo lá encima na acrópole).
O templo, que media 31,39 m x 76,82 m, era um octácilo, isto é, tinha oito colunas dóricas na frente, e 17 delas nas laterais. Na cela do santuário, repousava a imensa estátua criselefantina de Atena partenos, esculpida em mármore , ouro e marfim por Fídias. No frontão e nos lados, espalhavam-se estatuas e métopas em alto relevo, representando vários episódios onde o humano enfrentava o animal, onde a razão superava a superstição, e a civilização vencia a barbárie.
| Temas da decoração do Pártenon |
| Temas |
Figuração |
| Gigantomaquia (no lado leste) |
Deuses contra os gigantes |
| Centauromaquia (no lado sul) |
Lápidas contra os centauros |
| Amazonomaquia (no lado oeste) |
Atenienses contra as amazonas |
| Guerra de Tróia |
Gregos versus troianos |
| Friso |
Procissão Panatenéia, 360 figuras, dispostas ao redor do templo |
| Cenas mitológicas |
Nascimento de Atena e sua luta contra Possêidon pelo padroado da cidade |
| Síntese das motivações da construção do Pártenon |
| Política |
Afirmação da capacidade de recuperação e soberania de Atenas sobre o restante das cidades gregas, fazendo-a dela a Escola da Grécia: centro da cultura helênica e da democracia, futura capital da Hélade Unificada pela política de Péricles. No nível internacional, ela servia como oposição às despóticas capitais imperiais persas, a quem imitou a grandeza imperial. |
| Filosófica |
Expressão arquitetônica da ilustração grega, com sua fé na capacidade racional do ser humano em contraposição ao mundo das trevas e da superstição. A inteligência pura (a nous) determina a forma final da matéria, exercendo sua soberania sobre o mundo inanimado, da mesma forma que o Homem, ser racional, controla a si mesmo e os impulsos irracionais da natureza. |
| Estética |
Predomínio absoluto das linhas geométricas (o retângulo e o triângulo), da harmonia sobre a deselegância, da decoração simples sobre os exageros do barroquismo oriental. Sua planta horizontalista celebra o humano, o racional e não o sobrenatural e o misterioso. |
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