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O Pártenon: beleza e discórdia
 O Pártenon hoje |
Atenas, cidade tirânica
A política centralista e imperialista de Péricles - a Arkhé de Atenas - teve seus desdobramento com a aprovação de um conjunto de decretos aprovados pela bulê, a assembléia popular, como o de Clearco, que constrangia as outras cidades-membros da Liga de Delos a aceitarem um sistema único de moedas (dracma), pesos e medidas, usados por Atenas; e o de Clínias, que instituiu a visita de inspetores e funcionários (epíscopoi), indicados pelo bulê ateniense, para verificarem a lisura dos dinheiros enviados para o tesouro de Atenas, e, conforme o caso, obrigar as cidades a aceitarem até uma phurarchía, uma guarnição militar composta por hoplitas atenienses. Comprometiam-se elas, também, em prestar homenagens e dar oferendas às Grandes Panatenéias, a procissão gigantesca realizada todo os anos em Atenas para agradecer as deusas protetoras da cidade, fazendo com que a arrecadação de tributos enriquecesse Atenas em 1.000 ou 1.500 talentos anuais. Até a independência jurídica das cidades-membro foi afetada, com a exigência de que os conflitos surgidos entre elas deveriam ser resolvidos nos tribunais atenienses. Portanto, a tão almejada Eleutéria (liberdade perante o estrangeiro) obtida pelas cidades gregas na luta contra os persas, garantida pelo poder de Atenas, implicou na perda da autonomia(completa liberdade interna para obter recursos e viver segundo suas próprias leis), para a mesma Atenas.
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