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Os Ossos de Frederico o Grande

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Frederico o Grande, da Prússia
Frederico o Grande, rei da Prússia de 1740 a 1786, apesar de ter sido um homem amante de guerras, fazendo sua fama como grande estrategista nos campos de batalha, um dos maiores da história da Europa, admirando por Napoleão e por tantos outros chefes militares, também ganhou o respeito e a estima dos intelectuais da sua época. Entusiasta do espírito como das armas, quis fazer do seu reino um centro de inteligência e de bom gosto. Os seus súditos admiravam-lhe a sabedoria e o bom humor, coletando diligentemente tudo o que ele diz, fosse durante uma batalha ou no convívio com os sábios. Foi o rei mais amado da história da Alemanha moderna.

"O meu povo e eu chegamos a um acordo satisfatório para ambos. O povo pode dizer o que lhe agrada: eu faço o que me apetece."

Frederico o Grande, rei da prússia

No asilo de proscritos

Nos princípios de 1945 um furgão do exército alemão removeu os ataúdes com os restos mortais dos reis Frederico Guilherme I e de seu filho Frederico II, o Grande, que se encontravam na Garnisonskirche, em Postdam, nas proximidades de Berlim. Ambos foram transladados em meio a um dilúvio de bombas que desancavam sobre a Alemanha naqueles tempos sombrios. Depositaram-nos por primeiro na Elisabethskirche em Marburg e, em setembro de 1952, foram novamente deslocados para o Burg Hohenzollern, nos Alpes Suábios, onde descansaram numa capela - definida pelo biógrafo de Frederico, o francês Pierre. Gaxote, como um "asilo de proscritos".

É curioso que um dos maiores capitães-de-guerra da história tenha começado a carreira protagonizando uma desabalada fuga do campo de batalha. Coroado aos 28 anos, em 1740, Frederico II, aproveitando-se das confusões dinásticas que ocorriam na Casa d'Áustria, seu poderoso vizinho, abocanhou-lhe a Silésia. Numa operação relâmpago, seus soldados se assenhoraram da região quase sem encontrar resistência. Apenas em Mollwitz os austríacos lhe opuseram suas armas. Foi o que bastou para que o jovem soberano desandasse numa cômica disparada para trás das suas linhas; só tomando conhecimento do ridículo à noite, quando lhe informaram que o velho marechal von Schwerin havia posto os inimigos em debandada. Foi a última vez que recuou em toda sua longa vida.

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O grande capitão confraternizando com seus granadeiros

 



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