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O Homem Ideal de Aristóteles
Pode-se entender a defesa intransigente que Aristóteles, discípulo de Platão e depois rival dos seus sucessores, faz da vida do homem sábio (Ética a Nicômaco, I, 5) com o máximo ideal ser seguido como um amadurecimento do corporativismo dos mestre de ensino e dos pensadores que abundavam na sociedade grega daquela época. O filósofo desprezou os que se entregavam ao negócio, os homens ativos que tratavam de ganhar dinheiro e de enriquecer, opondo-lhes como modelo a ser seguido os que se dedicavam ao ócio produtivo, ao auto-aperfeiçoamento intelectual, ético e estético, a resolver os enigmas do universo, desenvolvendo um talento especial para apreciar as coisas superiores da vida: o sábio. Para atingir-se a tal modelo, era preciso um controle completo sobre as emoções expurgando as paixões, jamais iludindo-se com os sentidos para evitar a perturbação da mente. Seja como for, ao lado do herói exemplar exaltado por Homero, do atleta perfeito celebrado por Píndaro, os filósofos gregos, especialmente Platão e Aristóteles, erigiram uma estátua a eles mesmo, enaltecendo o mestre do saber como um paradigma de felicidade a ser seguida.
Bibliografia
Aristóteles - Ética a Nicômaco (UnB, Brasília, 1999)
Detienne, Marcel - Os mestres da verdade na Grécia arcaica (Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1988)
Jaeger, Werner - Paidéia (Herder, S.Paulo, s/data)
Jaeger, Werner - Cristianismo primitivo y paideia griega (FCE, México, 1993)
Maffre, Jean-Jacques - A vida na Grécia clássica (Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1989)
Marrou. Henri -Irene - Histoire de l´educacion dans l´Antiquité (Seuil, Paris, 1964)
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