Direitos Humanos?
Com o passar do tempo, verifica-se cada vez mais a tendenciosidade da política sobre os direitos humanos. Só têm sido considerados criminosos de guerra aqueles que de alguma forma foram responsáveis por matar caucasianos, gente branca. Quanto aos que se envolvem em massacres de pessoas de outras raças, há uma enorme complacência e tolerância da mídia ocidental em relação a eles.
No quartel do General Massu
"... respondemos ao fogo. Mas quando os disparos cessaram, descobrimos que havíamos matado apenas mulheres, crianças e velhos."
Robert Kerrey, senador americano, 2001
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Patrulha francesa no Casbah
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Capturaram-na ferida na região de Chebi, não muito longe da cidade de Argel, então capital da Argélia francesa, em setembro de 1957. "Lila", seu codinome, era uma moça árabe de apenas 20 anos que recém ingressara na guerrilha da FLN (Frente de Libertação Nacional). Mas o sexo não a salvou dos horrores em que a submeteram. Ao contrário. Durante os três meses seguintes, presa no quartel da 10º Divisão de Pára-quedistas franceses, em Paradou Hydra, sob o comando do General Massu, Louisette Ishilahriz, seu nome real, conheceu o inferno. Ela, que ficou aleijada, descreveu Massu como "brutal e infecto", sendo que, o coronel Bigeard, que lhe seguia, "eram inomináveis... não eram seres humanos", disse ela num depoimento recente ao
Le Monde em Argel.
A trivialidade da tortura
Os homens de Massu, um soldado que combatera os nazistas, deixaram uma legenda negra na Argélia, não houve quem eles não espancassem barbaramente ou submetessem a humilhações indescritíveis durante as costumeiras razias no Casbah, o bairro árabe de Argel, onde terminaram por dinamitar o esconderijo de Ali la Pointe, um dos líderes da FLN. Os presos agradeciam quando o heróico general só lhes mandava aplicar a gégène, a maquineta dos choques.
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