Copérnico no Índex
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Galileu mostra o telescópio ao papa (Imss-Florença)
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Quem o demoveu da posição turrona foi o seu discípulo Rético, um alemão que passava as férias acadêmicas enfiado na torre de Frauenburg copiando o manuscrito, atormentando Copérnico para que o autorizasse a publicá-lo. Sabia-o magistral. Recebeu-o, finalmente editado, em seu leito de morte, quando atingira 70 anos, em 1543. A Igreja Romana, fiel ao dogma geocêntrico de Ptolomeu, só se deu conta do estrago sete décadas depois, colocando-o no índex dos autores proibidos em 1616, onde permaneceu até 1822. Mas aí já era tarde.
Galileu confirma Copérnico
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Galileu confirmou Copérnico
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Em 1610, aparelhado com um telescópio que ele mesmo projetara, Galileu Galilei, em Pádua, confirmava Copérnico. A Terra se movia. A Lua tinha montanhas e não era de outra essência. Ao redor Júpiter, por sua vez, circulavam quatro enormes satélites, enquanto o Sol estava repleto de manchas solares. O céu não era o mundo da perfeição dos teólogos. Desde então a revolução desencadeada por Copérnico, provocando o desencantamento do mundo, a sua "desmagização", não cessou mais de produzir seus efeitos, abrindo a mente humana para um universo infinito. Tão grande foi a amplitude dessa abertura que o próprio papa finalmente a reconheceu: a fé terá que saber harmonizar-se com a razão. Esta pelo menos foi a mensagem que o papa João Paulo II deu ao seus fiéis em visita a Turon, a cidade onde Copérnico nasceu em 1473.
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