A Revolução no Céu
Gênio matemático, Copérnico percebera, como escreveu na dedicatória ao Papa Paulo III, constante na As Revolução das órbitas celestes, que os cálculos feitos até então pelos astrônomos que o antecederam eram exatos apenas para fixar certos fenômenos da geografia das constelações. Mas, assegurou, se postos todos eles juntos, o resultado era confuso e sem sentido. Algo como se reuníssemos membros perfeitos de corpos diversos, um pé de um, um braço de outro,... resultando disto um monstro.
Redigira, maduro, um Commentariolus, um resumo das suas idéias que começaram a circular, diga-se que sem nenhuma repercussão imediata, a partir de 1509. Não só afirmou-se como heliocentrista, como tinha certeza de que a Terra se movia. A revolução diária do firmamento se devia ao giro sobre o seu próprio eixo, enquanto
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Copérnico e sua teoria (selo comemorativo alemão)
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que o movimento anual resultava da Terra e dos planetas circularem ao redor do Sol. Recolheu-se, depois de uma expressiva atividade acadêmica, num arco que cobriu de Cracóvia à Pádua, para o seu fortim em Frauenburg, entretido na isolada contemplação do firmamento quando os nevoeiros do Báltico permitiam.
A ciência era para poucos
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O cosmo geocêntrico de Ptolomeu
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Apesar de afrontar, como disse Barbara Bienkowska, a Bíblia, o aristotelismo, e o senso comum, não foi a vara do bispo ou a do inquisidor que Copérnico temia. A relutância dele em divulgar seus achados por escrito devia-se a outras causas. Receava era os militantes da ignorância, sempre prontos a incinerar cientistas ou vegetais. Inspirando-se nos rituais de segredo de Pitágoras e seus seguidores, aferrou-se a idéia de que a ciência só devia circular entre os iniciados e os amigos. Ela, a ciência, era a água pura que, se derramada no chão onde imperavam os brutos, virava lama.
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