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A Reforma Política

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   Barras o homem-forte    do Diretório
Escaldada pela dramática experiência anterior, o lugar do Comitê de Salvação Pública (que fora o instrumento mor da tirania) foi ocupado nada menos do que por cinco diretores. E, para melhor ainda contrabalançar o executivo, já por si bem esvaziado, resolveu-se criar duas câmaras legislativas: o Conselho dos 500 (composto por deputados de mais de 30 anos) e o Conselho dos Antigos (preenchido por 250 deputados de mais de 40 anos de idade). A reforma, que em seguida seria confirmada pela nova constituição aprovada em 23 de setembro de 1795, liquidava não só com o poder supercentralizado, como dissolvia a própria Convenção. No cinco de agosto de 1795, elegeram para assumir o Diretório os convencionais Barras, Carnot, Rewell, Letourneur e La Réveillrè-Lépeaux. Enquanto isso não se institucionalizava, a Convenção continuou governando e sendo desafiada.

A Relaxação

    Depois de terem guilhotinado Robespierre e os seus próximos, decidiu-se evitar as sentenças de morte em massa, tornando-as mais seletivas. Os tribunais revolucionários foram gradativamente desativados e os presos, depois de serem submetidos a uma junta de clemência, ganharam a liberdade. Ex-convecionais foram reintegrados às sessões, bens devolvidos aos expropriados, a imprensa restaurada, a liberdade tomava para si o espaço que a tirania lhe usurpara.

    O sistema de abastecimento urbano porém sofreu um baque com o fim do controle antes exercido pelos agentes de Robespierre (que consideravam o açambarcamento, e outras práticas comuns à economia de mercado, como um ato merecedor do cadafalso). A inflação disparara, atingindo 68% somente no ano de 1794, desmoralizando os assignants a moeda papel emitida durante a revolução. Com a suspensão do máximo, como era chamada a ditadura comercial exercida pelos jacobinos, a fome espalhou-se por Paris, pois a agiotagem e a especulação voltaram a exercer a sua soberania. Incitaram assim, indiretamente, os dois graves motins daquele ano, o de 1-2 de abril, e o mais violento, o de 20-23 de maio, o levante do Prairal, que foi entendido como uma tentativa dos jacobinos tomarem de volta o poder. Aos gritos de "pão, a constituição de 93, e liberdade aos patriotas presos", os arrabaldes se ergueram.

O Estertor dos Jacobinos

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   Sopa popular
    Indignados com a escassez dos víveres, queixosos de que os 1500 sacos de farinha que entravam na cidade não lhes matava a fome, os subúrbios de Paris rebelaram-se. No dia 20 de maio (no I Prairal), uma turba avançou sobre a Convenção, tomou a plenária de assalto e decapitou um deputado, pondo o restante em fuga. Porém essa massa de sans-culottes não tinha mais liderança capaz, nem quem a organizasse de uma maneira eficaz. Nos dias seguintes, os convencionais retomaram o controle da situação, ordenando as tropas a cercarem os arrabaldes para desarmar os esfaimados que haviam se rebelado

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