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Bandidos


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Bob Ford, assaltante que matou Jesse James

William Quantrill, "Bloody Bill" Anderson, os irmãos James, Jesse e Frank tiveram sua iniciação no crime como combatentes de guerrilhas na época da Guerra de Secessão nos Estados Unidos, entre 1861-65. Os irmãos James, até hoje popularíssimos, tornaram-se os maiores foras-da-lei da história da América, deixando uma assombrosa legenda de arrojo e destemor, acompanhada por um seqüência impressionante de vultuosos roubos e atrevidos assaltos por toda a região do meio-oeste americano. Tiveram o destino de muitos dos ex-guerrilheiros dos nosso dias que, não sabendo mais adaptarem-se à normalidade da paz e da vida democrática, assumiram um destino de bandidos.

Um diabo no paraíso

"Os heróis-bandidos não são capazes de criar um mundo de igualdade...pois o bandoleirismo, como movimento social, ...foi e é ineficiente, em todo os sentidos"

Eric Hobsbawn - Rebeldes Primitivos, 1965

Os montes Sni no estado do Missouri, no meio-oeste dos Estados Unidos, são belíssimos, impressionantes. Rios bravios descem das montanhas em corredeiras, entre abismos sensacionais, ao abrigo de um céu espetacular. em meio a uma natureza exuberante. Pois era este paraíso que servia de refugio ao terrível William Quantrill, um demônio com espada e revólver, um dos mais perversos guerrilheiros da história americana. Era dali que ele partia para os Quantrill raids, os devastadores ataques de surpresa, verdadeiros arrastões à cavalo, que ele gostava de fazer contra as cidadezinhas do vizinho estado do Kansas, durante a guerra de secessão, entre 1861-65.


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W.Quantrill e Bloody Bill Anderson

Quando o conflito explodiu em 1861, o estado do Missouri posicionara-se ao lado dos escravistas enquanto que o Kansas, em grande parte, optou pelo abolicionismo de Lincoln. Um pelo Sul, o outro pelo Norte. Quantrill, filho de um professor, nascido no Ohio em 1837, quando ainda jovem teve veleidades libertárias, mas depois mudou de lado. Em pouco tempo, comissionado como tenente-coronel pelos sulistas, montou a mais poderosa guerrilha dos confederados, os bushwhacken, que fizeram o diabo naqueles tempos de pólvora e sangue.

O massacre de Lawrence

No verão de 1863, ele escolheu como sua vítima e palco de uma vingança a localidade de Lawrence. Liderando mais de 400 bandoleiros, ele invadiu a cidade e incitou a que seus rufiões fizessem o que lhes dessem na telha. Incendiaram mais de 150 casas comerciais e umas 200 pessoas, homens e garotos, foram executadas à queima roupa naquela noite de horrores de agosto de 1863. "Bloody Bill" Anderson, um lugar-tenente dele, tão sanguinário como seu chefe - cujo lema era nemo me impune lacessit (ninguém me provoca impunemente), que exibia-se em aplicar táticas indígenas e não fazia prisioneiros, dos quais retirava os escalpos - , repetiu o brutal episódio numa outra cidade um ano depois, em Centralia, Missouri, em setembro de 1864, quando após ter pilhado um trem, fuzilou 25 soldados nortistas desarmados.


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Os rufiões da fronteira do Kansas-Missouri, tocam fogo em Lawrence

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