A ascensão dos mamelucos
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S. Mateus escrevendo o evangelho
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Foi então que se assistiu uma das mais ímpares revoluções da História. Exasperados pela incompetência e paralisia da elite abácida, que se mostrava incapaz em fazer frente aos mongóis e aos cristãos, os chefes mamelucos deram um golpe de Estado, no Cairo, removendo o califa. Os mamelucos eram soldados-escravos de origem turca importados pelos governos árabes para conduzir as tropas e formar "guardas de confiança" das dinastias reinantes. Nunca lhes havia sido dado qualquer papel político, a não ser o de obedecer servilmente às ordens. Em 1260, apoiados pela vitória sobre os mongóis em Ain Jalut, o emir Baibars fundou o sultanato mameluco injetando ânimo na população conclamada à jihad, a uma guerra santa contra os infiéis.
O cerco do Acre
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Os templários, monges-guerreiros
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Trinta anos depois daquela revolução, a data final se aproximava. Cumprindo finalmente com a promessa feita ao pai moribundo, o sultão Khalil acampou em frente às portas da cidade-fortaleza de Acre, em abril de 1291. Fazia exatamente cem anos que ela havia caído em mãos cristãs; agora era o reduto último da presença dos franjs na Terra Santa. Um impressionante exército havia sido convocado dos quatro cantos do sultanato: 60 mil ginetes e 160 mil infantes armados de catapultas, aríetes e bombardas de toda espécie. As tropas do sultão estavam sedentas de vingança porque, uns tempos antes, naquela mesma cidade, atrás daqueles portões e muralhas, centenas de pacíficos mercadores árabes haviam sido trucidados por uma malta cristã.
Arruaceiros cristãos
O rei Henrique do Acre tinha solicitado, dois anos antes, temendo um ataque do Islã, que lhe enviassem reforços da Europa. Somente uma escória vinda da Lombardia e da Toscana havia embarcado em seu socorro. Desde que chegaram, a disciplina falha e os impulsos anárquicos desses reforços só deram incomodação às autoridades. Certo dia, depois de uma bebedeira monumental, saíram à caça de todo o tipo barbado que encontravam pela frente, degolando impiedosamente os árabes. Quando o sultão do Cairo tomou conhecimento da matança dos muçulmanos, exigiu que os assassinos lhe fossem entregues para serem submetidos à justiça corânica, o que foi negado pelas autoridades cristãs de Acre. Agora, em punição ao desafio dos cristãos, um exército imenso estava à vista da cidade para pôr fim não só aos bêbados assassinos, como ao domínio ocidental sobre aquele porto.
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Jerusalém perdida pela cristandade
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