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As deidades celtas
Se eles desacertavam-se, envolvidos em intermináveis rixas tribais, havia porém um sentimento unívoco deles pertencerem a um universo religiosos só. Belenus, o deus da luz, Belisama, a deusa da luz e do fogo, Cernunnos, o deus da fertilidade, Epona a protetora dos cavalos, e Smertrios, o deus da guerra (o Marte dos gauleses), eram deidades sagradas em todo o mundo celta.
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Cernunnos, o deus-alce, símbolo da fertilidade
| Como também existiam entre eles a confraria dos Druídas, os sacerdotes-xamãs que formavam a influente elite religiosa. Anualmente, vindos das mais distantes regiões da Terra dos Celtas, eles se reuniam num grande concílio em Chartres (onde, bem mais tarde, no século XII, a Igreja Católica, para celebrar sua vitória sobre o paganismo, fez erguer uma das maiores catedrais da Europa), para trocarem receitas de poções e saberem das novidades.
A campanha de César na Gália
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Caio Júlio César (100-44.a.C.)
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Sabendo explorar as desavenças e as eternas desconfianças reinantes entre os gauleses cabeludos, particularmente entre as duas grandes tribos que habitavam a parte central da Gália, os heudos e os arvernos, César se pôs em marcha. O pretexto para intervir na Gália transalpina foi a provável invasão dela pelos germanos, que faziam ameaças do outro lado do Rio Reno. Com apenas quatro legiões (a 7ª, a ª, a 9ª, e a 10ª), uns 24 mil homens, fora as tropas auxiliares, o romano deslocou-se pelos seis anos seguintes, entre 58 a 52 a.C., por quase todo o território da Gália, impondo-lhe a obediência ao gládio e à lei de Roma. Sob seu comando, à sua disposição, ele tinha a maior invenção de Roma em todos os tempos: a Legião.
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