Educação História por Voltaire Schilling Antiga e medieval
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História - Antiga e medieval
ANTIGA E MEDIEVAL

Tróia em chamas

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Tróia em chamas
» Introdução
» Origem lendária da Guerra
» O sitio e as batalhas dos heróis
» Homero, o poeta cego
» Idade Média, Renascença e Séc. XX
 
Como é que uma guerra travada há mais de 3250 anos atrás ainda pode despertar o interesse do Ocidente? Pois é um fato que o sitio, a pilhagem e o incêndio da poderosa cidade de Tróia, situada na costa oriental do Mar Egeu, talvez tenha sido aquela que, até os dias de hoje, mais atenção despertou de poetas, historiadores, arqueólogos, pensadores e, no nosso século, de cineastas.

Os gregos antigos consideravam-na o mito fundador da unidade cultual deles, porém muitos outros, ao longo dos séculos que se seguiram ao fim do Mundo Clássico, acreditaram que a Guerra de Tróia não passara de um fantasia épica imaginada por um poeta de gênio: Homero (que teria nascido na Grécia Jônica no século VIII a.C.). Seja como for, a história da saga da tomada de Tróia, seus heróis e heroínas, profetizas e deuses, nunca deixou de fascinar aqueles que dela se aproximaram com atenção e curiosidade.

As razões materiais da Guerra de Tróia

O cavalo de madeira
Estrategicamente bem localizada, não muito distante do Estreito do Helesponto (hoje Dardanelos), Tróia ou Ílion, como também era conhecida, era um importante centro comercial na Idade Média do Bronze da Era Minóica. Provavelmente sua população original era formada por hititas, visto que naquele tempo eram eles quem ocupavam a atual região da Anatólia turca. Se o continente pertencia ao Império Hitita, povo famoso por ter forjado o ferro, o Mar Egeu à frente dela pertencia à Talassocracia (Talasso = mar, cracia = governo) dos Minóicos, uma antiga e bela civilização que antecedeu a dos gregos.

As escavações arqueológicas mais recentes (as primeiras começaram em 1871), feitas no sítio de Hissarlik, onde se presume que a lendária Tróia tenha sido erguida, datam a fundação dela ao redor do ano de 2.250 a.C. A confirmar-se isso, é de supor-se que ela tenha sido submetida a sitio e destruída pelos heróis gregos mais ou menos mil anos depois disso: entre 1260 a 1250 a.C.

As razões materiais da guerra até hoje são controversas. Sendo uma cidade rica, os tesouros dela (os fabulosos “tesouros de Príamo”, rei da cidade) devem ter atraído a cobiça dos gregos. Possivelmente importaram outros motivos também. Por ser passagem obrigatória dos navios carregados de trigo que vinham do Mar Negro em direção à Grécia, Tróia cobrava tributos por cada barco que singrasse pela sua costa.

Isto, por igual, deve ter irritado os reis gregos que, dados à pratica da pirataria, viram no incidente do rapto de Helena, a rainha de Esparta, motivo suficiente para submeter a famosa cidade à pilhagem. Para o filósofo Hegel, a Guerra de Tróia teve para o gregos antigos o mesmo significado que as Cruzadas para a Cristandade Medieval.

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