|
O sitio a Tróia e as batalhas dos heróis
Durante os dez anos seguintes os gregos, acampados na planície em frente a Tróia, tentaram tomar de assalto a grande cidade. A resistência do rei Príamo e dos seus filhos, especialmente de Heitor, fizeram os sitiantes amargar desastres. Além disso, receberam apoio de uma série de povos vizinhos que os ajudaram a enfrentar os aqueus, tais como os dardânios, os pelasgos, os trácios, os cícones, os mísios, os frigios, os meônios, os carios e os lícios, num total de 15 integrantes da Liga Assawa (que congregava os troianos e seus aliados), oposta à Liga dos Aqueus. A aventura do resgate de Helena se transformou assim numa guerra de largas proporções, envolvendo a maior parte das tribos e nações que povoavam a Grécia, os arquipélagos do Egeu oriental e as regiões costeiras da Ásia Menor. Os deuses do Olimpo se dividiram. Uma espécie de guerra civil também eclodiu entre eles. Uns apoiando os gregos outros os troianos, sendo que Zeus, o supremo, procurou manter-se como árbitro para evitar os excessos. Deste modo, a andromaquia (uma luta entre os homens), misturou-se a uma teomaquia (uma disputa entre os deuses). Entre episódios mil, grande duelos foram travados entre Diomedes e Enéias, entre Pátroclo e Heitor e entre este e Aquiles, o herói máximo dos gregos. Em inúmeras ocasiões, os próprios deuses disfarçados, lançando-se em meio ao choque das espadas, participavam ao lado de um ou do outro campo, protegendo os seus favoritos, sendo que, por isso, o destemido Diomedes chegou até a ferir o próprio Ares, o deus da guerra.
O assalto e a pilhagem de Tróia
|
|
|
|
Ulisses, nas praias de Tróia
|
Cansados daquele cerco sem fim, que se estendia por quase dez anos, escutando o conselho de Ulisses (orientado por Atena), o mais ardiloso dos combatentes, os gregos simularam uma retirada deixando em frente ao portão central de Tróia um enorme cavalo de madeira. Aparentemente seria uma homenagem deles à inquebrantável resistência dos troianos. Pelo menos assim eles o entenderam. Imprevidentes, não dando ouvidos ao que alertara Cassandra, a profetiza, arrastaram o cavalo para dentro da cidade. Foi o fim de Tróia. À noite, aproveitando-se de que a população dormia estonteada pelos vapores do vinho sorvido na festa da vitória, Ulisses e um grupo seleto de guerreiros desceu de dentro da barriga do cavalo e, abrindo as portas, permitiu que o restante dos gregos entrasse de surpresa na cidade. Deu-se um massacre. Tróia viu-se pilhada e depois incendiada. Toda a família real sucumbiu. Helena, encontrada em meio as ruínas, foi devolvida a Menelau. Dividido o botim, os chefes gregos trataram de encher os porões dos barcos com o espólio e inflaram as velas de volta para casa. Mas nem todos conseguiram. Ulisses, o responsável pelo estratagema que levou Tróia à perdição, foi punido de maneira exemplar. Os deuses condenaram-no a deambular pelos mares, envolvido em aventuras incríveis, a enfrentar tempestades e naufrágios, a resistir ao canto das perigosas sereias, a escapar de feiticeiras, a lutar contra o ciclope, façanhas nas quais perdeu as naus, os frutos do saque e todos aqueles seus companheiros que o haviam acompanhado na aventura. | Personagens gregos | Personagens troianos | | Menelau e Helena, reis de Esparta | Príamo e Hécuba, reis de Tróia | | Agamenon Atreu, rei de Micenas | Heitor, principe troiano, líder da resistência | | Aquiles, o mais bravo dos gregos | Paris, principe troiano, raptor de Helena | | Ulisses, rei de Ítaca, homem astucioso | Eneas, herói aliado dos troianos |
|