A ambigüidade de Vargas manifestou-se igualmente na assinatura, em março de 1952, de um acordo militar com os Estados Unidos, no qual o Brasil receberia equipamentos militares e serviços comprometendo-se a fornecer materiais básicos e estratégicos (urânios e areias monazíticas) aos americanos. De certa forma este acordo foi firmado para atenuar as críticas que Vargas havia feito uns tempos antes, em dezembro de 1951, denunciando violentamente a política da remessa de lucros das grandes corporações estrangeiras que teriam remetido para o exterior, na época do Governo Dutra (1946-51), 950 milhões de cruzeiros além do que era permitido em lei. Novamente a política de Vargas isolou-o ainda mais. Para os nacionalistas ele não deveria ter aproximado militarmente dos EUA, para os defensores do capital privado ele não deveria ter criticado a política de remessas de lucros.