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Independências

A festa e a parada



O povo aclama o imperador no Campo de Santana, RJ

Não importa o tamanho da comunidade, sejam nas megalópolis como Nova Iorque ou Los Angeles, sejam nos minúsculos condados da Nova Inglaterra ou os rincões perdidos do Arizona, quando se trata do 4 de julho - a data nacional dos Estados Unidos - todos norte-americanos entram em ebulição. Nesse dia festivo, o povo inteiro sai às ruas para celebrar. São desfiles de bandas, com as indefectíveis balizas, carros alegóricos exibindo os orgulhos locais, rojões por todos os lados e, no fim do desfile, os veteranos sobreviventes, os madurões ou velhinhos, que participaram das guerras da América. À noite a festa cívica termina invariavelmente com um baile e uma barulhenta explosão de estrelas e fogos de artificio. Que diferença do que por aqui passa, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. Na América do Norte a Independência resultou de uma revolução popular, aqui de um acerto, ou de uma conflagração exclusivamente militar onde o povo nativo não teve quase que nenhuma participação. A representação figurada dessa independência sem-povo reflete-se na parada do 7 de setembro entre nós, ou no 9 de julho argentina: as forças armadas desfilam e a multidão ao lado, passiva, separada delas pelo cordão de isolamento, aplaude.

Os tipos de independência

A independência das Américas não foi, como se sabe, conseguida num só ímpeto, num repente. Ao contrário, resultou de um processo relativamente moroso, da crise do Sistema Colonial, iniciado com a Revolução Americana de 1776-1783, radicalizando-se com a Revolução Haitiana de 1791-1804 e, finalmente, concretizando-se entre 1810-1825, com a liberação das ex-colônias ibéricas, espalhadas da fronteira com os Estados Unidos até a Terra do Fogo. Durou, pois, na sua totalidade, quase meio século. Como não poderia deixar de ser, cada um desses episódios, o norte-americano, o haitiano e o hispânico-brasileiro, apresentou particularidades muito próprias.

A Revolução Americana



Washington na batalha de Princeton, 1777 (tela de J. Trumbull)

A Revolução Americana, por exemplo, se foi incapaz de abolir com a escravidão, inovou no terreno das formas políticas. Ela erigiu pela primeira vez no mundo ocidental uma Republica Federativa Presidencialista, aprovada na Constituição de 1787, na cidade da Filadélfia, baseada na autonomia dos três poderes. Um sistema onde a representação popular se fazia presente em praticamente todas as esferas do governo e dos poderes, sendo que a maioria dos magistrados eram eleitos pelo voto direto dos cidadãos (apenas os homens livres). O federalismo, por sua vez, garantia que os pequenos estados, além de preservarem suas constituições, tivessem uma autonomia respeitada e os direitos de representação senatorial quase equivalente aos dos estados bem maiores.

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