Introdução | As grandes etapas da economia brasileira | O petróleo é nosso! | A CEPAL e os estruturalistas | O tripé autoritário | A retomada do (neo)liberalismo | Bibliografia
Estatizantes e Privatistas
1930-2000
O tripé autoritário
1964-84
Com a derrubada do governo Goulart em 1964, inaugura-se no Brasil um sistema diferente de todos os anteriores. O regime militar apoia-se num tripé composto pelas empresas nacionais privadas (a burguesia nacional que abandonara o governo de Jango), as corporações multinacionais e as empresas estatais. Conta com forte simpatia do sistema financeiro internacional, mais intensa na Ditadura Médici, que permite ao regime fazer enormes investimentos em infra-estrutura (hidroelétricas, energia atômica, ponte Rio-Niterói, Transamazônica). Os liberais, tendo seus direitos à propriedade garantidos, silenciam perante o intervencionismo e o crescimento das empresas do Estado (durante o governo Geisel, entre 1974-79, mais de 400 delas são criadas). Também não levantam criticas a concentração de poder amealhado pelo Ministério do Planejamento. A articulação e coesão empresarial orquestrada pelo regime militar, o apoio internacional das finanças, somado a “paz social” garantida pelos órgãos de repressão, permitiram um enorme avanço econômico que fez com que o pais atingisse a posição da 8ª economia do mundo capitalista.
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