Introdução | As grandes etapas da economia brasileira | O petróleo é nosso! | A CEPAL e os estruturalistas | O tripé autoritário | A retomada do (neo)liberalismo | Bibliografia
Estatizantes e Privatistas
1930-2000
"O Petróleo é Nosso!"
Terminada a 2ª Guerra Mundial e derrubada a ditadura do Estado Novo, os doutrinários do liberalismo brasileiro voltaram a intensificar sua critica à presença estatal. Desta vez sua oposição concentrou-se contra a campanha “O Petróleo é nosso” que começou a mobilizar a opinião pública brasileira a partir de 1947. Esta campanha (só equiparada talvez a da abolição da escravatura) uma das mais apaixonantes da historia do Brasil do século 20 dividiu a sociedade brasileira entre “nacionalistas e entreguistas”.
Para entender sua dimensão é preciso situá-la no tempo. O período pós-guerra, com a vitória dos aliados anglo-americanos restabeleceu a confiança nos valores da democracia e do liberalismo mas também foi acompanhado pelos movimentos de libertação do Terceiro Mundo. Milhões de habitantes da Ásia, do Oriente Médio e da África começaram a libertar-se do domínio colonial das antigas potências européias. Os brasileiros sentiam que sua independência era inconclusa. Se tinham autonomia política o mesmo não se verificava na economia e nas finanças onde o país mostrava-se dependente dos interesses estrangeiros. Para atingir a tão sonhada independência econômica era preciso de alguma forma encontrar um meio de explorar o petróleo nacional (a primeira prospeção ocorreu em Lobato, na Bahia, em 1938).
Para os chamados “entreguistas” (a grande imprensa, as grandes representações patronais) a exploração do ouro negro deveria ser aberta ao capital estrangeiro (a qualquer uma das “7 grandes”), porque o Brasil não dispunha de capitais, não conhecia as técnicas da prospeção e, também, não confiavam na capacidade do estado brasileiro para tal. Para os “nacionalistas” era ponto de honra que a exploração do petróleo devesse ser monopólio estatal, instituindo-se uma empresa exclusivamente brasileira para tal objetivo, a Petrobrás. Em outubro de 1953, depois de uma intensa e emocionante polêmica o Congresso aprovou a formação da Petrobrás.
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