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Introdução | As grandes etapas da economia brasileira | O petróleo é nosso! | A CEPAL e os estruturalistas | O tripé autoritário | A retomada do (neo)liberalismo | Bibliografia
Estatizantes e Privatistas 1930-2000
Introdução
A presença ou não da participação do estado na economia se arrasta a mais de dois séculos, desde os tempos, no século 18, em que os economistas franceses, os chamados fisiocratas, seguidos dos seus colegas ingleses, particularmente Adam Smith e David Ricardo, enalteceram os empreendedores privados e condenaram o intervencionismo estatal, aplicado pelas monarquias mercantilistas européias. Eles foram os fundadores de uma doutrina econômica que se chamou mais tarde de capitalismo laissez-faire, ou liberalismo econômico, que via no estado um estorvo ao bem andar das coisas econômicas. O escopo do seu argumento é que o desempenho empresarial em geral é melhor executado e traz maiores benefícios sociais em geral se executado por quem tem um interesse direto no seu sucesso, isto é por aquele que é o dono do empreendimento. O estado, dominado por burocratas, sem receber resultados diretos da sua atuação na economia, não tem a mesma capacidade administrativa nem gerenciadora. Para eles o mercado deixado livre, com a mínima ingerência externa, é o principal e único promotor da prosperidade da sociedade e a garantia plena da realização da liberdade do homem.
Os que defendem a presença mais ativa do estado podem concordar em geral com as afirmações acima, mas pensam que em certas circunstâncias a presença do estado, até mesmo como criador e administrador de empresas se faz necessário. Também advogam, ao contrario dos primeiros, que é preciso recorrer-se a medidas extra-mercado para promover a prosperidade, tais como estabelecer incentivos fiscais, aprovar medidas protecionistas a determinados setores considerados estratégicos e até apoiar monopólios estatais (que são unanimemente condenados pelos defensores do laissez-faire).
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