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O século do ouro
A descoberta do ouro
Nos sertões americanos anda um povo desgrenhado
gritam pássaros em fuga sobre fugitivos riachos (...)
Súbito, brilha um chão de ouro
corre-se - é luz sobre um charco.
Cecília Meirelles - Romanceiro da Inconfidência
O Padre Antonil, no Cultura e Opulência do Brasil, aponta para um mulato que teria acompanhado uma bandeira paulista, como o que por primeiro teria encontrado ouro no Cerro Tripuí nas Minas Gerais. Eram granitos cor de aço que ele vendeu em Taubaté a um preço irrisório, sem saber o que havia encontrado. Mandaram umas amostras para o governador do Rio de Janeiro, Arthur de Sá, e verificou-se que era ouro puríssimo. Outros indicam o nome de Antônio Rodrigues Arzão, que, por volta de 1693, teria garimpado substancial lavra na Casa da Casca, da qual também não chegou a tirar proveito. Seu concunhado, porém, um tal de Bartolomeu Bueno Siqueira, consegui tal intento, só que nas barrancas de Itaverava.
Uma data importante foi a emissão da Carta Régia de 27 de janeiro de 1697, que enviava uma ajuda de custos de 600.000 R$/ano ao governador Sá para auxiliar nas buscas. Dar-se-iam aos paulistas beneméritos as mesmas honras, e mercês de hábitos, e foros de fidalgos da Casa, desde que encontrassem e explorassem as lavras auríferas. Finalmente em 1º de março de 1697 o agitado governador do Rio de Janeiro, Castro Caldas remetia ao rei o resultado das últimas façanhas dos paulistas que haviam encontrado nos sertões de Taubaté de dezoito a vinte ribeiro de ouro da melhor qualidade
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