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A m a z ô n i a

Reforma Administrativa da Amazônia
(ato régio de 20.08.1772)

Lisboa
Estado do Maranhão e Piauí
(capital: São Luís)
Estado do Grão-Pará e Rio Negro
(capital: Belém)


Os portugueses, dentro de um rígido mercantilismo, sempre mantiveram uma política de clausura das colônias. A Amazônia não foi exceção. Nem quando o célebre naturalista alemão Alexander von Humboldt visitou a América (dele é a expressão hiléia amazônica), entre 1799-1804, permitiram que ele penetrasse no lado português da floresta. Essa política começou a ser reformada em 1808 com a vinda da família real para o Brasil, e com o decreto da Abertura dos Portos às Nações Amigas. No império começaram a chegar inúmeros naturalistas, entre eles Auguste Saint-Hilaire e os austríacos Spix e Martius que coletaram vastas informações sobre a botânica amazonense. Mas o imperador D. Pedro II, apesar das pressões internacionais, negou-se, pelo menos até 7 de setembro de 1867, a liberar a navegação do grande rio aos estrangeiros, tarefa que desde 1853 estava ao encargo de uma empresa do Barão de Mauá. Três anos antes, em 1850, a região, numa outra reforma administrativa, criara-se a Província do Amazonas, separando-a do Grão-Pará, tendo Manaus como sua capital.



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