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A m a z ô n i a

Fixação e primeiras missões

Esta incorporação definitiva do Amazonas ao Brasil fez-se com as “jornadas” dos capitães, com as “entradas” dos colonos, e com a “catequese” dos missionários. Tríplice elemento, oficial, particular, religioso, este simultaneamente particular e oficial, interdependentes, todos três, e nem sempre concordes.” - Serafim leite, S.J. - História da Companhia de Jesus no Brasil, Tomo III, 1943

Não demorou muito para que outros desbravadores viessem instalar feitorias na região amazônica, preferencialmente na embocadura do grande rio e circunvizinhanças. A presença dos heréticos ingleses e holandeses nas Guianas seguiu-se pela dos franceses no Golfão do Maranhão, onde fundaram o forte de São Luís em 1612. As autoridades do Reino Unido (entre 1580-1640, Espanha e Portugal estavam sob o mesmo governo), decidiram-se expulsar os franceses de São Luís e fixar-se em definitivo no estuário amazônico.

A cidade caiu em mãos portuguesas em 1615 e, no ano seguinte, em 16 de janeiro de 1616, o capitão-mor Caldeira Castelo Branco fundou, na região que denominou de Lusitânia Feliz, o Forte Presépio de Belém, a casa forte que deu origem a capital do Pará. Cidade essa, na baia de Guará, que se tornou na sentinela da embocadura do Grande Rio e no trampolim para a conquista da hinterlândia amazonense.

Uma longa guerra - comercial e ideológica - travou-se na região até que em 1697 afirmaram-se mais ou menos a fronteira entre os interesses holandeses, ingleses e franceses de um lado, do lado das Guianas, e os lusitanos do outro, do lado do Amapá, tendo o cabo Orange, no Rio Oiapoque como o acidente divisor. O acordo celebrado no tratado de Lisboa de 1701. As portas do Amazonas, desde então, abriam-se exclusivamente aos navegantes portugueses. Em 1639 o capitão Pedro Teixeira, partindo do Rio Tocantins, atingiu a extremidade da sua investida no Rio Napo, seguindo dali até Quito, no Equador. Paralelo aos capitães e desbravadores privados, assentaram-se as missões de jesuítas, franciscanos, mercedários, carmelitas e seculares, que se espalharam pelas vastas áreas entre o Rio Solimões e o Tapajós. Os missionários foram convocados para catequizar os gentios e também evitar a possível influência dos hereges protestantes. A orientação das ordens religiosas, por lá já encontradas em 1570, era que aldeassem os nativos, geralmente dispersos em amplos territórios e divididos entre as nações tupinambás, urubus, gamelas, timbiras, apinajés, jurunas, caiapós, carajás, aimorés, munducurus, tapajós, aruaques, turumás, murás, jurimaguás, omáquas, manaus, barés e ianomâmis, para melhor evangelizá-los.

Quase que imediatamente iniciou-se um conflito entre as tropas de resgate (*) chefiadas por mamelucos escravagistas e os padres, que se estendeu por mais de século, na luta pelo braço indígena. Os religiosos desejavam-nos orando a Deus e a Cristo, os colonos queriam-nos no eito, suando sobre a lavoura e a extração. Os sacerdotes, mais influentes, conseguiram uma série de decretos, provisões, leis e alvarás reais atribuindo-lhes autoridade sobre os nativos e proibindo sua escravidão, tal como a lei de 30 de julho de 1609, que determinava que “fossem os índios tratados como pessoas livres, sem serem constrangidos a executar serviços contra a vontade”, desde que lhes divulgassem a fé. O que, obviamente, poucas vezes foi obedecida. Como defensor da causa dos gentios destacou-se o Pe. Antônio Vieira, o grande sermonista, que desembarcou no Maranhão em 1653, a quem logo os nativos chamaram de paiacu, o grande pai.

(*) O resgate era um sofisma utilizado pelos escravagistas, tal como a guerra justa, que justificava o apresamento dos índios que se encontravam cativos em mãos de tribos inimigas. Desta forma as bandeiras os “resgatavam” de sofrerem possíveis tormentos levando-os como escravos.

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