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Iraquianos verificam estragos após ataque aéreo em janeiro de 2000.
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Este país padeceu um sofrimento humano terrível, e encontra-se completamente sucateado. Em 1990, enfrentando problemas graves e abandonado pelo Ocidente, na conjuntura da queda dos regimes comunistas, Saddam teria declarado que não seria o próximo Noriega ou Ceaucescu (presidentes do Panamá e Romênia, derrubados na época). Assim, lançou seu país numa aventura mal calculada, mas conseguiu se manter no poder, reforçado pelo isolamento. Desta forma, o embargo econômico atinge somente a população civil.
Desde então, houve um cinismo generalizado, que exagerando um virtual poder oculto, capaz de renascer a qualquer momento, apenas para manter a presença militar americana na região, e utilizar o affair como bode expiatório quando necessário, como durante o caso Mônica Lewinsky, e agora. Não que Saddam não fosse capaz de repetir suas proezas; mas faltam-lhe os meios. Contudo, este déjà vu agora apresenta nuances novas. Powell reconheceu "excesso" na aplicação do embargo e nos bombardeios, e estaria disposto a rever a política de Washington, levantando parcialmente o embargo.
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Canhão americano em ação (Guerra do Golfo, 1991).
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Assim, a nova administração Bush desarquiva uma velha questão, tendo em vista o reordenamento estratégico da região, dando certa satisfação aos árabes e impulsionando o processo de paz estagnado durante a revolta palestina. Daí a publicação de um relatório sobre violação dos direitos humanos nos EUA criticando Israel por abuso na repressão aos palestinos. E a questão do Iraque, nisto tudo, é apenas um ponto de apoio para outros temas, e não um problema em si.
03 / 2001
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