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Tibetano, em protesto em Nova Déli, chuta bandeira da China, país cujas políticas com o Tibet desagradam os republicanos
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Na América Latina, as negociações da ALCA podem sofrer certo atraso devido à entrada em cena de novos lobbies e negociadores pelo lado americano, justificando as expectativas do Itamaraty. Quanto a Cuba, é provável que haja certa tensão, pois os cubanos de Miami foram decisivos para a vitória de Bush. Não se deve esquecer que a crise eleitoral ocorreu na Flórida.
Contudo, as principais alterações talvez ocorram na Ásia, pois os republicanos têm mantido uma atitude de hostilidade para com a China em temas sensíveis, como comércio, direitos humanos e especialmente quanto ao Tibet e Taiwan. Mas uma possível política de contenção da China talvez esbarre em outro problema: a reemergência da Rússia na política mundial. Assim, abre-se espaço para a rearticulação das relações internacionais transpacíficas, talvez na linha sugerida por Henry Kissinger, que defende um acordo entre Washington e Pequim.
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O "milagre econômico" dos anos Clinton chegou ao fim
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Mas o que já se visualiza é o fim do "milagre econômico" dos anos Clinton, e a crise de legitimidade decorrente do fiasco eleitoral da democracia americana. Ambos problemas terão conseqüências internacionais, ainda difíceis de avaliar. Pior para os Estados Unidos, pois Bush não parece ter uma visão articulada do cenário internacional como seu antecessor, nem ser capaz de retomar os planos de seu país, pois a realidade mundial alterou-se profundamente nos anos 90.
01 / 2001
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pg. 2
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