|
|
A política externa de Bush
 |
|  |

|
Republicano durante campanha. O partido prefere adotar uma política externa bilateral
| 
|
A vitória do republicano Bush introduz mudanças na política externa dos EUA. Há que refutar as visões ingênuas e externas de que democratas e republicanos têm a mesma perspectiva internacional, ou de que se trata de pombas (moderados) e falcões (linha-dura), respectivamente. Obviamente, ambos almejam reforçar a hegemonia americana, mas os meios empregados são distintos. Os democratas são, aparentemente, mais moderados, porque enfatizam uma diplomacia calcada nas organizações multilaterais para controlar o sistema mundial, que tentam apenas monitorar. Portanto, sua intervenção, ainda que menos visível, é, na verdade, mais permanente e profunda. Não esqueçamos que os EUA participaram das duas guerras mundiais, do Vietnã e da Coréia por iniciativa dos democratas.
Já os republicanos, valendo-se da superioridade americana, preferem uma atuação bilateral, empregando a força unilateralmente sempre que julgam necessário. Normalmente, são mais relutantes em aderir a compromissos multilaterais. Outra diferença é a ênfase democrata em relação à Europa e a republicana em relação à Ásia.
 |
|  |

|
Barak, Clinton e Arafat durante encontro em outubro de 2000. Bush provavelmente exercerá maior pressão sobre Israel
| 
|
Após oito anos de governo Clinton, os republicanos gastarão certo tempo para reorganizar a política externa, inclusive porque os democratas procuraram criar fatos consumados nas últimas semanas com o fim de condicionar a política externa de Bush. Por exemplo, a aceleração das negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e as de paz do Oriente Médio. Com relação a esta última região, muito provavelmente Bush exercerá maior pressão sobre Israel, devido aos vínculos republicanos com as petromonarquias árabes.
|
pg. 1
|
|
|