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A expectativa dos vestibulandos de 2000

Débora (E), Aline, Vivian e Bruna torcem por uma vaga (foto Gilberto Tadday/ZH)
A coincidência entre a chegada do ano 2000 e a tentativa de entrar na universidade mexe com a cabeça dos vestibulandos. Estudantes calejados por sucessivos vestibulares, por exemplo, dizem que o fim dos anos 90 é um divisor de águas. Elesimaginavam que o final do século os encontraria já universitários, encaminhados em suas respectivas profissões.

A vestibulanda Angela Paludo, 19 anos, vai para sua terceira investida rumo à vaga na Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Angela e a amiga Patricia Rutsatz, 19, contam que imaginavam o século 21 como algo distante e que, agora, se assustam com a passagem do tempo. – Eu pensava que estaria na faculdade no ano 2000. Agora, ele está chegando, e eu nem sei se vou conseguir entrar – desabafa Angela. – Não vou aproveitar as festas de fim de ano, que são importantes para mim, por causa da proximidade do vestibular – lamenta Patricia.

A candidata ao curso de Farmácia Bruna Moreira, 18, acredita que o vestibular de janeiro deverá enfatizar temas da atualidade, aproveitando a mudança no calendário. A garota busca informações, lendo revistas e assistindo a documentários de TV, para não se surpreender na hora da prova. – Os assuntos do vestibular serão voltados a temas atuais, como os 500 anos do descobrimento do Brasil – prevê Bruna.

Colega de Bruna, Aline Peixoto, 19, considera especial o fato de estar entrando na universidade em pleno ano 2000. Em sua segunda tentativa para o curso de Psicologia, Aline acha que os bixos de 2000 serão lembrados mais adiante: – Não deixa de ser uma responsabilidade sermos os primeiros bixos do ano 2000.

As amigas Débora Espinoza, 19, e Vívian Ruffini, 18, candidatas ao curso de Direito, discordam de Bruna. Para elas, a maior expectativa é em relação à conquista da vaga, e não ao fato de estarem prestando vestibular em pleno ano 2000. Vívian vai para seu segundo vestibular e se diz cansada dos estudos, não se preocupando com a data. Débora fará sua primeira tentativa e considera essa virada de ano igual a qualquer outra. – A única vantagem é: se eu passar, a faixa vai ficar muito mais bonita – brinca Débora.

As irmãs Luciana e Gisele Soares Gomes, de 18 e 19 anos, querem passar não pelo ano, mas pela crescente concorrência nos concursos. – A cada ano aumenta o número de candidatos e fica mais difícil entrar. Então, é legal passar agora – diz Luciana.


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