Engenharia genética e os transgênicos
Jogos
olímpicos e eleições municipais
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luta pela terra no Brasil
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crise nas democracias na América do Sul
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É
possível desmatar a Amazônia? O que significa desenvolvimento
sustentável? E a engenharia genética? Quantos somos no mundo?
E na Índia? Como estão os ânimos no Pontal do Paranapanema?
A cada vestibular, cresce o número de questões que relacionam
os conteúdos teóricos com os fatos da atualidade. Para se
sair bem nesse tipo de teste, o estudante deve ficar ligado
ao que ocorre no mundo e interpretar o cotidiano, compreendendo
suas implicações ou possíveis conseqüências.
As
lições que mostram a atualidade, as descobertas científicas
e as tensões políticas, econômicas e sociais não estão em
livros didáticos. É preciso buscar informação em fontes, como
noticiários de jornais, TV, rádio e revistas semanais. Livros,
publicações especializadas, CDs e a Internet também são boas
dicas. Mas cuidado! Não se afaste dos livros. Muitas provas
exigirão puro conhecimento teórico e capacidade de raciocínio
que necessitam de treinamento. Confira as dicas de professores
de diferentes cursos pré-universitários da Capital para cada
uma das provas do vestibular de inverno.
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Cotidiano
pode ajudar nas provas
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Engenharia genética e os transgênicos
Tomates
que demoram para apodrecer, arroz com ferro e soja e milho
resistentes a pragas e insetos. Para adaptar características
de vegetais ou animais às necessidades ou aos desejos de consumo
do homem, a engenharia genética consegue modificar o genótipo
(patrimônio genético de um indivíduo determinado pelo somatório
de genes agrupados nos cromossomos). A manipulação de genes
– feita em técnicas in vitro – permite a introdução de novos
genes num genótipo. Um organismo, geralmente uma bactéria,
é usado como vetor a fim de transferir a informação genética
do doador para uma célula receptora.
A
manipulação do DNA (ácido desoxirribonucléico, que contém
os caracteres hereditários) segue a Lei de Bio-Segurança,
que estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização
no uso das técnicas de engenharia genética.
Prevista
para 2005, a decodificação do genoma humano foi anunciada
com cinco anos de antecedência e pode provocar uma revolução
científica. O estudante deve ficar atento. O assunto pode
ser abordado em provas de biologia.
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Jogos olímpicos e eleições municipais
Os
jogos olímpicos conjugam dois verbos importantes: competir
e vencer. Eles fazem parte do esporte, mas também ajudam a
construir uma visão de mundo. Pela proximidade do evento mundial
– de 15 de setembro a 1º de outubro, em Sydney, na Austrália
– o candidato poderá ser convidado a dissertar sobre o tema
na prova de redação. A construção do herói nacional e o crescimento
dos jovens com o esporte podem ser algumas das reflexões propostas.
As
três últimas Olimpíadas ocorreram em Seul (1988), Barcelona
(1992) e Atlanta (1996). Há quatro anos, o Brasil trouxe 15
medalhas – três de ouro, três de prata e nove de bronze. Foi
uma atuação histórica, a melhor de todas as olimpíadas. Para
a 20ª edição dos jogos (a primeira foi em Atenas, em 1896),
o Brasil está classificado até agora em 24 modalidades esportivas,
com uma delegação composta por mais de 200 atletas. Os jogos
de Sydney terão 48 modalidades. Para mais informações sobre
as Olimpíadas 2000 confira os sites oficiais: Comitê Olímpico
Internacional (COI), www.olympic.org
e Comitê Olímpico Brasileiro (COB), www.cob.org.br.
O descrédito dos jovens em partidos políticos, e o crescimento
de 45% no número de eleitores entre 16 e 18 anos no Estado,
em relação a 1998, também podem alimentar uma importante discussão
no vestibular. Marcadas para o dia 1º de outubro, as eleições
municipais não podem ser esquecidas pelos candidatos.
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A luta pela terra no Brasil
O
assunto não é novo. A luta pela terra no Brasil, no entanto,
pode confundir os candidatos em provas de história ou de geografia.
Segundo os professores, os livros didáticos apontam a região
do Bico do Papagaio, ao norte do Tocantins, como a principal
área de conflitos agrários. A realidade, porém, já mostrou
que a região mais tensa do país é a do Pontal do Paranapanema,
em São Paulo. Com uma grande população de agricultores, a
região tornou-se o maior alvo do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) no processo da reforma agrária.
Em
23 de maio deste ano, o MST bloqueou 10 agências bancárias
em seis cidades do Pontal. O dirigente José Rainha Júnior,
que comandou os bloqueios em Euclides da Cunha, disse que
as ações foram “um aviso ao governo.” No último dia 8, os
ministros do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, e da
Justiça, José Gregori, reuniram-se com coordenadores nacionais
do MST e bispos da CNBB, que têm intermediado a reaproximação
dos dois lados, para tentar diminuir manifestações mais agressivas
no país.
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A crise nas democracias na América
do Sul
O
panorama econômico e político na América do Sul preocupou
o mundo nos últimos meses. Algumas democracias se mostraram
frágeis, e antigas ditaduras mostraram suas caras. No Chile,
os militares ainda incomodam o governo civil, sempre ameaçado
pelo tremor que o nome Augusto Pinochet causa na população.
O Peru naufragou em mais de 600 denúncias de fraudes nas eleições
de maio, quando o candidato Alberto Fujimori – o presidente
que rasgou a Constituição em 1992 – foi eleito com 51,2% dos
votos.
No
Paraguai, as ameaças constantes de golpe travam o desenvolvimento
de um país que vive sob a sombra do ex-general golpista Lino
César Oviedo – atualmente preso no Brasil. Em maio, Oviedo,
um dos militares que ajudaram a derrubar a ditadura de Alfredo
Strossner (1954-1989), se transformou em principal suspeito
da tentativa frustrada de golpe de Estado. O estado de sítio
durou 12 dias. O presidente Luis González Macchi saiu fortalecido
após o levante militar. No dia 19, tanques percorreram o centro
da capital, Assunção, e dispararam tiros contra o prédio do
parlamento.
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AS
DICAS DE CADA DISCIPLINA
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LÍNGUA
PORTUGUESA
Os textos de interpretação abordam assuntos atuais
e podem estar ligados ao tema da redação. Um aluno bem
informado poderá interpretar os testes com mais facilidade.
Para os testes gramaticais, que predominam nas provas,
a dica é caprichar no estudo de crase, acentuação, concordância
verbal e nominal, uso de pronomes relativos e o imperativo.
Os verbos impessoais (haver e fazer) também merecem
dedicação especial. Outra dica é o aportuguesamento
de palavras estrangeiras. |
LÍNGUA
ESTRANGEIRA/INGLÊS
Nas provas de inglês há questões de gramática e
de interpretação de textos. É preciso caprichar no vocabulário.
Ele pode ser buscado em discos ou sites interessantes
na Internet. Atenção para o emprego do gerúndio, da
voz passiva dos verbos, com a correlação de tempos,
com a cláusula if e com pronomes relativos e reflexivos.
Segundo os professores, a question tag – pequena contração
no final da frase – tem confundido muito os vestibulandos. |
GEOGRAFIA
A prova de geografia exige do candidato maior conhecimento
da realidade mundial. Seis pontos devem ser observados.
O primeiro está ligado à questão agrária do Brasil.
A estrutura fundiária e as principais áreas de conflito
(destaque para o Pontal do Paranapanema, SP). O segundo
ponto envolve as causas e conseqüências da desigualdade
social e da violência urbana. A questão ambiental (degradação
da natureza) e o desenvolvimento sustentável fazem parte
do terceiro foco de estudos. Os outros três pontos são
a globalização (blocos econômicos e as conseqüências
para os países não-industrializados), o crescimento
demográfico e os domínios morfoclimáticos (relação entre
geologia, relevo, solo, hidrografia, vegetação e clima). |
BIOLOGIA
Segundo os especialistas, não há como interpretar
a prova de biologia. É preciso ficar atento à engenharia
genética (transgênicos e a recente decodificação do
genoma humano). A genética que envolve grupos sangüíneos
(herança e sexo) é bastante cobrado nas provas, assim
como as síndromes. Dentro da citologia, a relação organela
celular e função, a divisão celular (mitose e meiose)
e mecanismos de transporte pela membrana plasmática
(osmose, difusão etc). Na botânica, atenção para o ciclo
reprodutivo de pteridófitas e briófitas e para grupos
vegetais como gimnospermas e angiospermas. Na fisiologia
animal, a aposta é nos sistemas digestivo e circulatório.
Na vegetal, a fotossíntese. Conceitos de ecologia como
a relação ecológica, sucessão ecológica (cadeia e teia
alimentar) e regiões biogeográficas são básicos. |
FÍSICA
As provas de física privilegiam o raciocínio. As
universidades fogem do modelo decoreba. Poucas questões
exigem a aplicação de fórmulas e o trabalho braçal do
candidato. O conhecimento do fenômeno físico representa
50% da prova. O restante será alcançado se o candidato
conseguir relacionar as grandezas (energia cinética
com velocidade, distância com tempo e etc). As questões
aparecem ligadas a situações corriqueiras. A dica é
desvendar o cotidiano: Como funciona o pára-raio? Por
que meu chuveiro aquece mais ou menos a água? Por que
a trajetória dos planetas é elíptica? |
REDAÇÃO
Nas universidades privadas, a redação obedece a estrutura
clássica, porque o tema é clássico. Ele está em consonância
com a atualidade e para o que a sociedade está discutindo.
A boa redação será aquela capaz de apresentar teses
unidas a argumentos consistentes e, se possível, respaldados
por exemplos. Para isso, é preciso buscar referenciais
no pensamento de grandes cronistas, em editoriais de
jornais e revistas, mas evitar idéias consagradas ou
pré-fabricadas. Outro cuidado é não deixar de abordar
os enfoques solicitados pela banca. Atenção para a gramática
e o uso de gírias. Entre as apostas estão as olimpíadas,
as eleições municipais e a solidariedade, no contexto
das tecnologias de informação. |
QUÍMICA
As provas de química abordam os assuntos do cotidiano.
Os acidentes ecológicos são os preferidos das universidades,
como o vazamento de óleo, ocorrido este ano na Baía
de Guanabara, no Rio. O candidato deve estar preparado
para responder sobre o que é o petróleo, por que o óleo
não se mistura com a água e por que ele fica em cima
da água. Produtos comuns como vinagre, sal de cozinha,
fermento e soda cáustica também são freqüêntes nas provas.
A dica é manter a calma diante de fórmulas enormes,
porque geralmente a questão é banal. |
HISTÓRIA
As questões costumam abranger todo o conteúdo e
agregar assuntos da atualidade. Nas universidades mais
tradicionais, o exame privilegia a história geral e
a do Brasil. Dentro da história geral, a idade moderna
e a contemporânea. Na história do Brasil, destaque para
a república. O Rio Grande do Sul também aparece como
destaque em algumas provas. Entre os assuntos atuais
que o candidato poderá deparar no vestibular é com a
crise política vivida este ano na América do Sul, principalmente
pelo Chile e pelo Paraguai. |
MATEMÁTICA
O inverno traz um alento ao vestibulando. As provas
de matemática são mais acessíveis do que as de janeiro.
A maioria das universidades procura ajustar as questões
ao cotidiano calculando, por exemplo, a área de um terreno,
de uma casa ou de um campo de futebol. Textos de jornais
e revistas são reproduzidos e usados para cálculos de
porcentagens. O perfil da matemática de inverno define
uma estratégia para o candidato. O estudo não precisa
entrar em particularidades da matéria. Assim, são recomendadas
as principais figuras geométricas, definição e propriedades
dos logaritmos e o domínio de funções. |
LITERATURA
A tendência das provas de literatura de inverno
– com exceção das que indicam leitura obrigatória –
é focalizar momentos decisivos da formação da literatura
brasileira como o Romantismo e o Modernismo (Semana
de 22). Também não são esquecidos autores que formam
os pilares da literatura do Brasil (Machado de Assis,
Euclides da Cunha, Carlos Drumond de Andrade, Graciliano
Ramos e Guimarães Rosa). Destacam-se também os autores
que fundam e sedimentam a literatura do Estado. O candidato
não poderá deixar de lado as obras de Simões Lopes Neto,
Erico Verissimo e Mario Quintana. É recomendável ainda
uma revisão nas obras de Moacyr Scliar, Carlos Nejar
e Luis Antônio Assis Brasil. |
| Fontes:
Pólux Martins Gomes, Vitor Mandelle e Sérgius Gonzaga
(Unificado), João Alberto Steffen (PVSinos), Luis Carvalho,
Milton Simões e Nado Teixeira (Mauá), Gilberto Kaplan,
Gustavo Piaia e Floriano Cunha (Universitário). |
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LÚCIA
PIRES - Agência RBS/Zero Hora
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