Literatura Brasileira
  Lit. Conquistadores
  Barroco
  Arcadismo
  Romantismo
  Real/Naturalismo
  Parnasianismo
  Simbolismo
  Pré-Modernismo
  Modernismo
  Poesia Moderna
  Romance de 30
  Lit. Contemporânea
  Aula Virtual
  Livro do Mês
  Tema do Mês
  Textos Comentados
  Resumão




 Realismo/Naturalismo


RAUL POMPÉIA (cont.)

A Linguagem

A linguagem de Raul Pompéia filia-se à chamada "prosa artística", desenvolvida na França pelos famosos irmãos Goncourt. Trabalhada de maneira intensa pelo autor, com grande força plástica e sonora, passa longe da noção realista de simplicidade e despojamento, encontrando em comparações, metáforas e na sofisticação vocabular a sua expressividade. O tom requintado dá-lhe, às vezes, certo artificialismo.

Não é inadmissível supor também que este estilo - velado e difícil pelo refinamento verbal - corresponda à ambigüidade do escritor, no sentido de simultaneamente desvelar e ocultar as realidades psicológicas e as vivências que ele experimentou no colégio

Trata-se, de qualquer maneira, de um estilo fortemente literário e, portanto, bastante afastado do tom coloquial que predomina no romance a partir da revolução modernista. Em vista disso, há uma natural dificuldade por parte dos alunos para efetivar a leitura de O Ateneu. Porém, um bom dicionário e um esforço de concentração permitem aos mais curiosos o acesso a esta obra-prima da narrativa brasileira do século XIX.

A Classificação

A ânsia classificatória dos historiadores literários brasileiros não se reduz a uma mera questão didática. É que nossos autores precisam ser catalogados segundo modelos europeus. E quando um artista nacional foge, internacionalmente ou não, dos padrões das grandes metrópoles culturais, arma-se a confusão. Manuel Antonio de Almeida, Machado de Assis e Raul Pompéia produzem obras cuja originalidade impede o seu enquadramento em categorias européias rígidas. Isso confunde muitos de nossos estudiosos literários.

O Ateneu, por exemplo, já foi incluído na estética naturalista. A idéia da corrupção desencadeada pelo meio percorre o romance. Mas a diluição da objetividade narrativa num angustiante subjetivismo afasta o texto dos princípios daquele movimento.

Vários críticos consideram o relato como realista, usando os mesmos critérios para a classificação da obra de Machado de Assis, isto é, tratar-se-ia de um realismo particular, pessoal, intransferível. Este conceito, como já vimos, possui tamanha abrangência que nenhum livro escrito no Ocidente deixaria de ser realista.

Mais recentemente, alguns críticos buscaram uma similitude entre a obra de Raul Pompéia e valores do Impressionismo europeu, numa engenhosa aproximação.


REALISMO/NATURALISMO

página anterior | índice do capítulo | próxima página
 Compras
 Mais Educação


» Língua Portuguesa

» Relações
    Internacionais


» História do Brasil

» História por
    Voltaire Schilling


» Almanaque

» Virtual Books

» Atlas Universal



 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2002,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central de Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade