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 Pré-Modernismo


2. GRAÇA ARANHA

Vida: Nasceu no Maranhão, filho de uma família burguesa, em 1868. Estudou Direito no Recife, exercendo por algum tempo a magistratura, no interior do Espírito Santo, onde recolheu material para escrever. Em seguida, entrou para o Itamarati, atuando em várias missões diplomáticas importantes. Consagrado com o romance Canaã, ingressou ainda jovem na Academia Brasileira de Letras, com a qual romperia escandalosamente em 1924. Durante a Semana de Arte Moderna, foi o único intelectual de renome a apoiar os vanguardistas. Morreu na cidade do Rio de Janeiro, já superado como escritor e como pensador, em 1931.

Obras principais: Canaã (1902); A estética da vida (1921)

À semelhança de Os sertões, também Canaã agita os círculos letrados do país quando vem à luz, em 1902. Sua formulação surpreende por mesclar o relato convencional com o debate ideológico explícito, apresentando algo desconhecido no Brasil: o romance-ensaio, o romance de tese ,isto é, um romance onde as idéias são mais importantes que a própria narrativa.

Trata-se de uma espécie de confronto de perspectivas entre dois imigrantes alemães - Milkau e Lentz - recém-chegados ao interior do Espírito Santo para trabalhar como colonos. Com desenvoltura incomum, emitem as suas teorias sobre o papel da imigração no futuro do Brasil, sobre o atraso social da nação e suas chances históricas, e, por fim, acabam discutindo o próprio sentido da vida.

Lentz acena com idéias colonialistas. O Brasil seria um país sem expressão pela presença dominante das raças mestiças. A tarefa do imigrante consistiria em manifestar a superioridade da raça ariana. No plano pessoal, há em Lentz uma nostalgia "prussiana": ele crê num universo dividido em "guerreiros" - seres fortes, cheios de vontade e etnicamente puros - e a massa, grupo amorfo e incapaz.

Já Milkau defende a integração do imigrante na realidade brasileira, seja do ponto de vista social, seja do ponto de vista racial (sonha com uma democracia étnica). A isso acrescenta uma filosofia individual baseada num vago socialismo cristão, no qual imperam as idéias de amor, solidariedade e piedade. Um mundo de paz e harmonia, eis o seu projeto, colocado visionariamente no futuro do Brasil, terra prometida, Canaã.

Condicionado pelo ambiente brasileiro, Lentz, no final da obra, acaba por se mostrar humano e generoso. O fato significa uma adesão, embora involuntária às teses de seu compatriota. E Milkau, de certa maneira, torna-se o vencedor do debate. Ao contrário do pessimismo de Euclides da Cunha, fica visível o otimismo de Graça Aranha quanto ao destino luminoso que aguarda o país.

PRÉ-MODERNISMO

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