Literatura Brasileira
  Lit. Conquistadores
  Barroco
  Arcadismo
  Romantismo
  Real/Naturalismo
  Parnasianismo
  Simbolismo
  Pré-Modernismo
  Modernismo
  Poesia Moderna
  Romance de 30
  Lit. Contemporânea
  Aula Virtual
  Livro do Mês
  Tema do Mês
  Textos Comentados
  Resumão




 Poesia Moderna


3. MURILO MENDES (1901-1975)

VIDA: Nasceu em Juiz de Fora, filho de um funcionário púiblico. Sua mãe morreu num parto quando ele contava dois anos de idade. Fez o curso primário e o ginásio em sua cidade natal, mas em seguida abandonoua os estudos, fugindo do colégio Santa Rosa, em Niterói, onde estava interno. A partir daí, exerceria as mais variadas profissões até que aos vinte anos arrumou emprego de arquivista no Ministério da Fazenda. Ali não permaneceria muito tempo, continuando sua trajetória por diversos empregos. Em 1930, publica seu primeiro livro, Poemas. Aos trinta e três anos, a morte de seu melhor amigo, o pintor Ismael Nery, lhe provocou uma crise religiosa, arrastando-o a um cristianismo singular do qual nunca mais se apartaria. Os livros subsequentes confirmaram sua fama de poeta. Virou mesmo um autor cult entre outros autores, ainda que sua obra nunca se tornasse popular. Passou a viver na Europa, em 1953. A partir de 1957, estabeleceu-se em Roma, ensinando Literatura Brasileira a jovens italianos. A morte colheu-o em Lisboa, no dia treze de agosto de 1975

Obras principais: Poemas (1930); História do Brasil (1932); Tempo e eternidade (em colaboraP ção com Jorge de Lima - 1935); A poesia em pânico (1937); As metamorfoses (literários. 1944); Poesia liberdade (1947); Contemplação de Ouro Preto (1954); Convergência (1970).

A carreira de Murilo Mendes é aberta com uma poesia de marcada inspiração modernista, em que predominam a blague e o humor. Sua Canção do exílio torna-se uma das mais conhecidas paródias do texto clássico de Gonçalves Dias:

"Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza. (...)
Eu morro sufocado
Em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia."

O gosto pelo poema-piada prosseguirá em seu segundo livro História do Brasil, porém a crise metafísica - vivenciada em 1934 - leva-o, no ano seguinte, a buscar a amizade religiosa e a parceria de outro escritor cristão, Jorge de Lima, com quem escreverá Tempo e eternidade. O objetivo de ambos é "restaurar a poesia em Cristo". Mas se, no caso do poeta alagoano, a religiosidade sempre se reveste de certo apelo tradicional e popular, em Murilo Mendes, ela é muito mais filosófica, com um requinte espiritual que, contraditoriamente, a aproxima dos dilemas mais concretos de nosso tempo. O cristianismo surge como resposta para um mundo sanguinário e sem sentido, como se observa em O filho do século:

"Cairei no chão do século vinte
Aguardam-me lá fora
As multidões famintas justiceiras
Sujeitos com gases venenosos (...)
É a hora das barricadas, dos fuzilamentos
Fomes desejos ânsias sonhos perdidos
Miséria der todos os países uni-vos
Fogem a galope os anjos-aviões
Carregando o cálice da esperança "

POESIA MODERNA

página anterior | índice do capítulo | próxima página
 Compras
 Mais Educação


» Língua Portuguesa

» Relações
    Internacionais


» História do Brasil

» História por
    Voltaire Schilling


» Almanaque

» Virtual Books

» Atlas Universal



 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2002,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central de Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade