Literatura Brasileira
  Lit. Conquistadores
  Barroco
  Arcadismo
  Romantismo
  Real/Naturalismo
  Parnasianismo
  Simbolismo
  Pré-Modernismo
  Modernismo
  Poesia Moderna
  Romance de 30
  Lit. Contemporânea
  Aula Virtual
  Livro do Mês
  Tema do Mês
  Textos Comentados
  Resumão




  Livro do Mês


Memórias póstumas de Brás Cubas - parte I

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

ARGUMENTO

Do túmulo, um “defunto autor” (e não um “autor defunto”, conforme o trocadilho feito por ele mesmo), examina sob forma memorialística a sua vida. Apesar de morto, Brás Cubas não registra nada a respeito de uma hipotética existência além-túmulo. Está interessado apenas em recordar o passado e submetê-lo à análise e ao julgamento definitivo de seu significado. Homem de posses, o personagem nunca trabalhou, dedicando-se, antes, a imaginar estratégias pessoais que poderiam torná-lo famoso e admirado. Move-o sempre o “amor da glória”.

À medida que Brás Cubas vai recuperando aspectos de sua vida pretérita, (falecera com sessenta e quatro anos), torna-se claro que ele sempre fora um ser destituído de vontade e, portanto, incapaz de qualquer ação significativa, seja sob o ponto de vista individual, seja sob o ponto de vista social. Não se trata, pois, de um homem medíocre, como alguns críticos o classificam, mas de um homem inócuo, entediado, com a “volúpia do aborrecimento”, que parece expressar o parasitismo e a falta de perspectivas da elite escravocrata brasileira a qual ele pertence.

Entregue a reflexão (já que sua atividade é mínima ou nula), evoca a infância de garoto mimado, a juventude despreocupada e os amores: a cortesã Marcela; Eugênia, a “flor da moita”, coxa e infeliz; a bela Virgília, o maior amor de sua vida com quem estabelece uma relação adúltera, já que ela é esposa do deputado Lobo Neves; e Eulália, com a qual Brás Cubas pretendia casar mas que morrera de febre amarela com apenas dezenove anos. O narrador evoca também o seus encontros com o disparatado filósofo Quincas Borba, criador da teoria do Humanitismo. E por fim, relata uma série de fatos triviais, circunstâncias inexpressivas, acontecimentos desimportantes, todos de alguma forma unificados pela “flor amarela, solitária e mórbida”, que é a “hipocondria” (no sentido de tédio) que sempre o dominou.

Enquanto medita sobre a forma de criar um “medicamento sublime”, um emplasto que aliviasse a humanidade do tédio e da melancolia, e assim tornar-se uma personalidade conhecida e invejada (“Eu tinha a paixão do arruído, do cartaz, do foguete de lágrimas”.), Brás Cubas recebe um golpe de vento, adoece e, obcecado pela idéia fixa de inventar o emplasto que levaria o seu nome, não se cuida da pneumonia e vem a falecer.

No último capítulo, Das negativas, o narrador-personagem faz um último balanço das perdas e ganhos de sua existência e manifesta a convicção de ter saído quite com a vida. É verdade que não virara califa nem ministro, não se casara nem criara o emplasto que lhe daria acesso à celebridade. Mas, por outro lado, não experimentara a semidemência de Quincas Borba nem o abandono de Dona Plácida. Ao contrário, tivera a “boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto”. Contudo, esta impressão de sair da vida sem “míngua nem sobra” se desfaz quando Brás Cubas dá-se conta que havia um saldo positivo a seu favor: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.”



     próxima página
 Compras
 Mais Educação


» Língua Portuguesa

» Relações
    Internacionais


» História do Brasil

» História por
    Voltaire Schilling


» Almanaque

» Virtual Books

» Atlas Universal



 
 » Conheça o Terra em outros países Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2003,Terra Networks, S.A Proibida sua reprodução total ou parcial
  Anuncie  | Assine | Central de Assinante | Clube Terra | Fale com o Terra | Aviso Legal | Política de Privacidade