Receita para uma boa prova soma preparo e equilíbrio emocional
Sexta, 25 de agosto de 2006, 16h37
Manter-se tranqüilo, ouvir uma música agradável, fazer uma caminhada, ou ainda, tirar uma soneca após o almoço podem ser atitudes mais benéficas para o jovem do que ficar estudando obcecadamente até o último minuto que antecede o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Essa é uma postura que serve para cultivar a paz interior. A preparação para a prova também deve incluir esses momentos de relaxamento", orienta o coordenador da Unidade Itaquera do Cursinho da Poli, Edson Futema.
Alimentar-se bem também é um aspecto importante do pré-exame. Mas lembrem-se, comer bem não é comer muito. "É fundamental que o estudante se alimente antes da prova, de preferência um almoço leve, para que não haja o risco dele passar mal ou ter sono durante a avaliação. Sugiro que ele leve para a sala água e algo para comer, como uma fruta, chocolate ou barra de cereal. As provas duram de 4 a 5 horas e a fome costuma bater durante a sua realização", recomenda André Meller, do Núcleo de Psicologia do Cursinho da Poli. "E nunca, em hipótese alguma, faça jejum", adverte o gestor da Unidade Itaquera do Cursinho da Poli.
A organização dos estudos também é um aspecto importante e deve seguir alguns procedimentos tais como: saber o conteúdo do programa da prova, separar publicações específicas das matérias, interagir com os professores buscando dicas e auxílio para solucionar alguns problemas ou exercícios e criar grupo de estudos, são alguns deles.
Espante a obsessão
Você costuma seguir para as provas com o livro na mão, achando que assim terá mais chance de memorizar os conteúdos? Se respondeu sim, cuidado! Pois o efeito disto pode ser exatamente o oposto. "Não somos favoráveis à prática de estudar até o último minuto, isso muitas das vezes atrapalha porque aumenta a ansiedade e a expectativa, além de acarretar o nervosismo e a impaciência. Ademais a mente humana, com raras exceções, não consegue gravar conteúdo das disciplinas, nem fórmulas matemáticas ou físicas de última hora. A nosso ver não é uma boa técnica para se empregar, valorizamos o processo do estudar como o caminho para aprender, dominar as linguagens e seus códigos, exercitá-los através das tarefas diárias, com determinação", argumenta Futema.
Para os mais nervosos, a idéia de tomar um calmante antes do Exame pode parecer algo reconfortante, mas só parece. "Qualquer remédio só deve ser tomado sob orientação médica. Um aluno que costuma ficar muito nervoso em exames, a ponto de não conseguir fazer as provas, deve procurar ajuda médica, mas casos assim são exceções. Nessa situação de prova, a auto-medicação pode ser muito perigosa, tanto pelos riscos à saúde como pelo modo como a medicação pode afetar a capacidade do aluno fazer a prova", alerta André Meller.
Durante
Vale a pena insistir em algo que vem é repetido ao longo dos meses pelos professores, nesse espaço: mais do que ler, interprete. Independente da disciplina, a máxima para sair-se bem nas provas do Enem é a leitura cuidadosa do enunciado para não se confundir, compreendendo, de fato, a pergunta.
"A prova privilegia bons leitores, aqueles que em primeiro lugar, têm tranqüilidade para ler um texto e a capacidade de reconhecer nesse texto as informações chaves, que permitem ao estudante fazer uma síntese da informação contida no enunciado e que a partir delas se consiga elaborar algum raciocínio, estabelecendo relações com todo o seu repertório de conhecimento", ressalta Venerando Santiago de Oliveira, professor de Física e autor de parte do material utilizado para o cursinho preparatório do Enem.
Atitudes que devem ser banidas: a) isolar-se; b) construir a lógica da impossibilidade de superar os obstáculos; c) não administrar o tempo na resolução dos exercícios; d) não fazer um planejamento de estudos, por exemplo, distribuir o tempo dia/semana/mês equilibrando os conteúdos.

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