Saiba como a História é abordada no Enem
Quarta, 23 de agosto de 2006, 12h29
A grande diferença do Enem em relação aos vestibulares e concursos tradicionais está no seu caráter interdisciplinar, ou seja, as questões são elaboradas de tal forma que uma pergunta, aparentemente de física, para ser respondida, vai exigir que o estudante domine interpretação de textos, história, geografia, etc. Exatamente por isso, não há uma divisão das matérias nesse Exame. » Seu cartão do Enem não chegou? Saiba o que fazer » Saiba como a geografia é abordada no Enem No entanto, quem tem dificuldade em história deve fazer a seguinte analogia: quando construo pontes ligo um lugar ao outro e possibilito o acesso das pessoas, quando relaciono fatos históricos que, em um primeiro momento, parecem distintos, abro caminho para um terceiro lugar, um novo conhecimento. A capacidade associativa não é um privilégio apenas de detetives como Sherlock Holmes ou o Agente 007, personagens clássicos da literatura e do cinema, ela pode e deve ser exercitada por qualquer pessoa no dia-a-dia. "A principal dificuldade dos alunos em relação à História está na organização de uma linha de raciocínio que dê conta para a organização dos diferentes processos históricos, na opinião do professor. É muito comum a dificuldade de cruzar informações sobre algo que aconteceu num determinado período aqui no Brasil e noutro lugar. Quando pensamos numa prova como o Enem, onde as disciplinas não estão separadas e especificadas, a capacidade de relacionar conceitos é vital e pode ajudar nas mais diferentes áreas”, ensina o professor de história do Cursinho da Poli, Elias Feitosa de Amorim Jr. "O Enem é uma prova que busca avaliar as competências e habilidades dos alunos do Ensino Médio e no caso da disciplina de História, a cobrança tem sido maior em relação à noção de contexto histórico", diz o docente. "Dessa forma, o objetivo é cobrar do aluno uma visão mais ampla que o fato histórico. Por exemplo, espera-se que o aluno possa entender a História a partir da visão de um processo histórico, o qual está relacionado com determinados fatos, mas o essencial é que ele possa entender quais foram os agentes de tal processo, os motivos para determinados acontecimentos, suas conseqüências”. Ele conta que a prova não tem um padrão "monolítico" e sofre algumas variações de acordo com a banca examinadora. "Portanto, o número de questões exclusivamente de História é muito flexível. No ano de 2005 tivemos apenas uma, mas os conceitos de História podem estar relacionados com outras disciplinas numa visão de interdisciplinar", comenta Amorim. Dica do professor Elias para todas as provas Num exame, seja ele qual for, o maior erro é uma leitura desatenta. No caso do Enem isso é extremamente importante. Não será exigido do candidato um dado, uma referência que valorize a sua memória, mas sim a leitura, interpretação de um texto, ou ainda, a análise de uma imagem ou de uma tabela. A incompreensão do comando da pergunta (analise, compare, etc.) e uma análise superficial dos dados pode comprometer o desempenho. Um item importante é a estratégia para a resolução da prova, pois o fator tempo é extremamente importante, garantindo um bom desempenho, seja nas questões, seja na redação.
Redação Terra

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