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Expansão, guerra e catástrofe
Desde 1894-5, data da primeira Guerra Sino-japonesa, travada pelo controle sobre a Coréia, até 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, o assim chamado Império do Sol Nascente, em apenas meio século, guerreou com a China (em 1895 e, de novo, entre 1937 e 1945), com Rússia por duas vezes (em 1904, e em 1945) e com os Estados Unidos (de 1941 a 1945). Além destas três grandes potências, as maiores e mais extensas do mundo todo, lutou no transcurso da Segunda Guerra Mundial pelo controle do sudeste da Ásia, imensa área que o Japão desejou integrar à sua, assim dita, Esfera de Co-prosperidade, também fez frente à presença do colonialismo europeu. Antes de enfrentar diretamente o poder norte-americano na Ásia, desafiou simultâneamente o Império Britânico (de quem tomou Hong-Kong, a Malásia e a Birmânia, entre 1940-1945), o Império Francês (ocupando a Indochina, em 1940) e o Império Holandês (tirando-lhes a Indonésia, 1940). Portanto, em apenas 50 anos, o Japão, praticamente engalfinhou-se com mais de meio mundo em algum tipo de guerra. Em números quantitativos não há como não se impressionar. Naquelas décadas, o país - com uma extensão de apenas 378 mil km² e uma população que em 1940 atingira a 73 milhões de habitantes - resistiu a uma coligação de potências que tinham quase 42 milhões de km² e cujas populações seguramente chegavam a 1 bilhão de habitantes. Fracassado o intento de estabelecer, entre 1935-1945, um domínio sobre grande parte da Ásia, a nação pagou um preço caro e excessivamente doloroso por colidir com o interesse de tantas potências. A Segunda Guerra Mundial foi a grande catástrofe nacional, a maior da história do Japão. Depois de ter suas principais cidades arrasadas por grandes bombardeios incendiários (a destruição de Tóquio levada a acabo pela força aérea dos Estados Unidos, em março de 1945, provocou mais vítimas do que as duas bombas atômicas), ainda padeceu pela liquidação de duas das suas cidades portuárias, Hiroshima e Nagasaki que foram totalmente devastadas, em agosto de 1945, por explosões nucleares.
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O que restou de Hiroshima (6 de agosto de 1945)
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Nada disso impediu que, em tempo relativamente curto, especialmente a partir da década de 1950, o Japão voltasse novamente a se pôr de pé. Peça estratégica de extrema importância para o controle norte-americano do Extremo-Oriente, o país do Sol Nascente e o seu governo viu-se promovido à principal aliado dos Estados Unidos naquela região, fronteira com a China comunista e com a então União Soviética. O Japão, então, encontrou forças para um novo renascer. Literalmente, reconstruiu-se dos escombros e das cinzas O resultado disso, acompanhado pela acelerada adaptação aos padrões americanos de técnica e produção, foi que a economia japonesa simplesmente decolou, fazendo com que se tornasse a segunda maior do mundo, com um PNB de quase $ 5 trilhões de dólares e com uma renda nacional das mais elevadas que se conhece. O Japão do após-guerra mais uma vez espantou o mundo. Expôs a todos as suas excepcionais qualificações para superar os desafios que a história e a política lhe colocaram ao longo dos séculos, fazendo com que um arquipélago pobre e longínquo servisse de exemplo para a humanidade.
Bakufu "Acampamento". Residência do governante militar que se transformou com o tempo em sinônimo de governo central, composto pelo xogum e pelo seu ministério.Edo Antigo nome de Tóquio. Edo significava literalmente a boca da baía. Incidentalmente, Tóquio era a capital oriental, enquanto Kioto, era a tradicional capital ocidental.O Período Edo foi a época da Paz Tokugawa que trouxe estabilidade e unidade para o Japão. Daimyo "Grande nome", designação comum ao governante regional ou senhor feudal do Período Edo que controlava uma província (han) ou uma região. Estava subordinado ao xogum a quem devia obediência e submissão, mantendo junto de si, no seu castelo, um número respeitável de samurais postos a seu serviço. Han Governo local aos cuidados de um daimyo. Podia ser tanto uma província, como uma municipalidade. Tenno Imperador. Chefe mítico do Japão, símbolo da unidade étnica, cultural e territorial do país. Segundo a mitologia oficial, Jimmu Tenno, o primeiro imperador, fundador da dinastia, descendia diretamente da deusa Amaterasu. Também utiliza-se a palavra Mikado para definir-lhe o título, também usada para designar o chefe religioso supremo do país. Xogum
O generalíssimo. Significava nos seus princípios o "supremo comandante que havia submetido os bárbaros" que, com o tempo, a partir do século XII, tornou-se o governante de fato do Japão enquanto que o imperador representava a unidade simbólica do país. O primeiro xogum foi Minamoto Yoritomo (1147-1199).
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